O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio da Promotoria de Justiça de São Luís do Curu, denunciou nesta sexta-feira (12) quatro pessoas acusadas de envolvimento no assassinato de Ricardo Abreu Barroso, então secretário de Administração do município, morto em 19 de março de 2026.
Na denúncia, o MP pede a condenação de Wesley Balbino, Paulo Vitor Nascimento, Gleiciane Diniz e Laila Meneses pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de integração em organização criminosa.
Ricardo Abreu foi executado a tiros dentro do depósito de material de construção de sua propriedade. De acordo com as investigações, o crime teria sido ordenado por Wesley Balbino, conhecido como “Guaxinim”, apontado como líder local de uma facção criminosa de origem carioca que buscava reafirmar sua influência territorial na região.
Segundo o Ministério Público, Wesley teria recrutado Paulo Vitor Nascimento, conhecido como “2S”, indicado como um dos autores dos disparos que resultaram na morte do secretário. As investigações apontam ainda que Gleiciane Diniz e Laila Meneses teriam colaborado com a execução do crime, repassando informações sobre a localização da vítima ao executor.
O MP também solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva dos quatro denunciados. Entre eles, apenas Wesley Balbino permanece foragido.
As investigações continuam para apurar a possível participação de outras pessoas no homicídio e esclarecer todos os detalhes da ação criminosa.
Em nota, o Ministério Público destacou que a denúncia reforça o compromisso da instituição com o combate às organizações criminosas, a responsabilização dos envolvidos em crimes graves e a defesa da segurança da população cearense.
