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Mulheres em trabalho de parto devem ter mais tempo para dar à luz e sofrer menos intervenções médicas e ter maior participação na tomada de decisões. As recomendações são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que nesta quinta-feira emitiu 56 novas orientações sobre questões relativas ao momento do nascimento. Entre elas, está ainda a recomendação de usar menos medicamentos durante o parto.

Segundo a OMS, medicamentos vêm sendo usados de forma inadequada pelo ritmo de dilatação do colo do útero. Desde a década de 1950, o ritmo de dilatação que seja mais lento do que um centímetro por hora é considerado “anormal”, indicou Olufemi Oladapo, do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS.

“Nas últimas duas décadas estamos tendo mais e mais intervenções sendo aplicadas de forma desnecessária às mulheres”, afirmou o médico em entrevista coletiva. “Cesáreas e uso de oxitocina (hormônio sintético) para acelerar o trabalho de parto estão se tornando medidas desenfreadas em diversas partes do mundo”.

‘Algumas mulheres podem ter um tempo maior’

Pesquisas dos últimos anos, incluindo um estudo da OMS com 10 mil mulheres na Nigéria e na Uganda, apontam que o tempo para a dilatação pode ser mais lento sem que isso prejudique a saúde da mãe ou do bebê. “As pessoas são únicas, e algumas mulheres podem ter um tempo maior que outras e ainda assim terem um parto considerado normal”, analisou Oladapo

Na nova orientação, a OMS pede a eliminação da referência de um centímetro por hora. Um limite melhor seria o de 5cm de dilatação durante as primeiras 12 horas para uma mulher que dará à luz pela primeira vez e dez horas nos partos subsequentes, indica a OMS. Durante esse processo, os sinais vitais e os batimentos cardíacos do bebê devem ser monitorados de perto.

Mulheres devem escolher a melhor posição

As recomendações incluem também a inclusão da participação da mulher em todo o processo de tomada de decisão sobre o parto. Oladapo afirmou que as mulheres devem poder escolher a melhor posição para o parto, por exemplo, e que lhes ofereçam opções para alívio da dor.

“Queremos uma situação em que a mulher tenha uma escolha consciente e que esteja no processo de decisão,” declarou o médico.

Com informações O Globo