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O mercado de trabalho cearense ainda não tem uma divisão entre gêneros igualitária. A pandemia, inclusive, acentuou a disparidade entre gêneros, tanto no que diz respeito à questão salarial como em contratações e demissões. De acordo com estudo do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, apenas 36% das contratações formais de 2021 foram de mulheres.  

Ao todo, 179.716 mulheres foram admitidas, ao passo que o sexo masculino acumulou 312.853 admissões. Em contraponto, mulheres foram menos demitidas do que homens em 2021, ficando o saldo de emprego em 34.812 para o sexo feminino  e de 46.648 para homens.  Mesmo que ainda seja desigual, a situação do ano passado é melhor que a de 2020, quando o saldo de empregos ficou negativo para o sexo feminino.  A desigualdade de gênero no mercado de trabalho é estrutural e tem relação com a falta de políticas públicas voltadas para mães, áreas de atuação e o preconceito ainda enraizado na sociedade. Em quase todos os setores, o saldo de empregos pendeu mais para o sexo masculino do que para o feminino. A área com mais disparidade é a construção: enquanto 7.032 homens foram contratados ou permaneceram no emprego, o número cai para 883 quando se trata de mulheres. As mulheres só saem na frente dos homens nos setores de eletricidade e gás; alojamento e alimentação; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; saúde humana e serviços sociais; outras atividades de serviços; e serviços domésticos. 

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