Uma multa superior a R$ 2 milhões foi aplicada à operadora de saúde Hapvida Assistência Médica após uma série de denúncias envolvendo o atendimento a crianças e adolescentes com autismo em Fortaleza.
A punição veio depois de relatos recorrentes de usuários que enfrentaram dificuldades para conseguir terapias essenciais. Entre os principais problemas apontados estão a recusa de cobertura, demora na liberação de tratamentos e limitação no número de sessões indicadas pelos médicos.
De acordo com as investigações, há casos de pacientes que aguardaram até um ano por atendimento especializado. Também foram registradas situações em que não havia profissionais credenciados disponíveis ou em que o serviço era oferecido em outra cidade, dificultando a continuidade do tratamento.
Outro ponto levantado é a ausência de inclusão dos pacientes em programas terapêuticos estruturados, fundamentais para o acompanhamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Mesmo após ser notificada, a operadora não apresentou resposta considerada suficiente nem um plano imediato para corrigir as falhas. Diante disso, foi aplicada a multa de pouco mais de R$ 2 milhões.
Segundo o órgão responsável, o conjunto de problemas caracteriza falha na prestação do serviço e prática abusiva contra o consumidor, especialmente por comprometer tratamentos que exigem continuidade e urgência.
A empresa ainda pode recorrer da decisão na esfera administrativa.
