Mundo reduz mortes por doenças crônicas, mas progresso desacelera

As doenças crônicas não transmissíveis — como infarto, AVC, câncer e depressão — continuam entre as maiores causas de morte no mundo. Um levantamento global com dados de 185 países mostrou que, entre 2010 e 2019, a mortalidade caiu em 80% das nações, mas o ritmo dessa melhora foi mais lento do que na década anterior.

O estudo, publicado na revista The Lancet, aponta que os maiores avanços ocorreram na Europa Central e na Ásia, enquanto as Américas e partes da Ásia Oriental apresentaram piora ou estagnação.

As reduções foram impulsionadas principalmente pela queda nas mortes por doenças cardiovasculares e por alguns tipos de câncer, como os de mama e colo do útero. No entanto, transtornos mentais, câncer de pâncreas e fígado aumentaram em vários países.

No Brasil, houve melhora, mas o desafio agora é acelerar o controle de fatores de risco, como hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo.

Os autores defendem que reforçar políticas de prevenção, ampliar o rastreamento de câncer e investir em saúde mental e hábitos saudáveis são medidas essenciais para atingir as metas globais até 2030.