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Após 13 anos desde o início das obras, as águas da transposição rio São Francisco chegam oficialmente ao Ceará. O projeto teve seus primeiros estudos realizados durante a gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso e foi iniciada efetivamente no governo Lula, tendo continuado na gestão de Dilma e Temer, chegando a conclusão agora com Jair Bolsonaro à frente do país. O atual presidente que será responsável pela abertura das comportas nesta sexta-feira (26).

“Não é uma obra de apenas um governante”, disse o jornalista Luzenor de Oliveira ao comentar o assunto durante o Bate-Papo político com o jornalista Beto Almeida no Jornal Alerta Geral desta sexta-feira. Ele ainda pontua que o tema começou a ser discutido há exatamente 110 anos e foi avançando nos anos 90 com discussões nas Assembleias Legislativas. “A cada governo tivemos uma parcela de contribuição para definição das etapas que antecederam a construção em si dos canais de transposição das águas do São Francisco”, disse Luzenor.

Ao falar sobre a obra que constitui-se em 477 quilômetros de canais de transposição das águas e que beneficiará 12 milhões de nordestinos de 390 municípios da região, Beto Almeida diz: “Não é só uma questão de garantir segurança hídrica, ela garante a segurança pra economia, imagina a quantidade de projetos no agronegócio a partir da segurança no setor hídrico”. Ele ainda concordou com Luzenor sobre o fato de que a obra de transposição “Não tem um pai só”, disse ele.

“Estabilidade para a população no consumo de água, estabilidade para objetivos na área da irrigação”, afirmou Luzenor sobre os resultados positivos que serão obtidos com essa obra. Ele ainda desta a grandiosidade da obra, sendo um trabalho de engenharia bastante sofisticado e que apesar do atraso e vários impasses no decurso da obra, trará muitos benefícios para a vida das famílias do sertão nordestino e populações que precisam da água como foram subsistência.

Nessa perspectiva, o governo Camilo Santana recebeu o aporte financeiro de R$ 54 milhões de reais para a obra do Cinturão da Água, a qual tem por objetivo aumentar a oferta hídrica para atender a população e contribuir para garantir o suprimento de água no Estado do Ceará. A liberação foi anunciada pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. O secretário de recursos hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, comentou a importância das obras:

“A águas vindo do rio São Francisco chegam até o município de Penaforte no Ceará. Em breve chegará na barragem de Jati, de onde será derivada para o cinturão das águas, percorrendo 53 quilômetros do trecho emergencial que já está todo pronto. Essa água fluirá pelo leito natural do rio Jaguaribe até o açude Castanhão, ao longo de 300 km, levando dois meses para a água atingir o reservatório”

Por fim, Beto Almeida destaca o quão importante é a obra do Cinturão da Águas para distribuir o aporte hídrico que chega no Estado para a capital e os demais municípios, reconhecendo a importância dos governantes estaduais nesse processo. “Uma obra importantíssima”, finaliza.

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