Neta de John F. Kennedy revela câncer terminal em artigo publicado no aniversário de 62 anos do assassinato do ex-presidente

Em um relato duro e profundamente comovente, a neta do ex-presidente americano John F. Kennedy, Tatiana Schlossberg, revelou ter sido diagnosticada com um câncer terminal.

A revelação foi feita em um artigo publicado no último sábado (22), justamente no dia em que se completaram 62 anos do assassinato de seu avô — um dos episódios mais marcantes da história política dos Estados Unidos.

TRAGÉDIA EM FAMÍLIA

Adicionei uma nova tragédia para a vida da nossa família. E não há nada que eu possa fazer para impedi-la”, escreveu Tatiana, de 35 anos, em um desabafo que ecoa o histórico de perdas que marcaram os Kennedy.

O texto, publicado na revista The New Yorker e intitulado “Uma batalha com meu sangue” (tradução livre), detalha que Tatiana foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda pouco depois de dar à luz sua filha, em maio de 2024. Mãe de dois filhos pequenos, ela é jornalista especializada em meio ambiente e mudanças climáticas.

Tatiana também relata tensões políticas dentro da própria família. No artigo, critica a nomeação de seu primo, Robert F. Kennedy Jr., para o cargo de secretário da Saúde no governo Donald Trump, afirmando ter assistido à confirmação do primo “do leito do hospital”.

TRANSPLANTE DE MÉDULA

O tratamento incluiu quimioterapia e transplante de medula, mas os médicos foram diretos sobre o prognóstico: pouca expectativa de sobrevida.

“Durante o último exame, meu médico disse que conseguiria me manter viva talvez por mais um ano”, escreveu.
O maior temor da jornalista é não ser lembrada pelos filhos: seu primogênito nasceu em 2022, e sua filha, em 2024. Ela também expressa angústia ao imaginar o sofrimento da mãe, Caroline Kennedy, diplomata e ex-embaixadora dos EUA no Japão e na Austrália.

HISTÓRICO

A revelação pública reacendeu discussões sobre a chamada “Maldição Kennedy” — expressão popularizada pela imprensa americana devido ao grande número de tragédias envolvendo a família. Desde mortes prematuras em acidentes aéreos até assassinatos políticos, o clã coleciona episódios marcados por luto:

• Robert F. Kennedy, irmão de JFK, assassinado em 1968;
• JFK, morto a tiros em Dallas em 1963;
• John F. Kennedy Jr., morto em acidente de avião em 1999, ao lado da esposa e da cunhada;
• Joe Kennedy Jr., morto durante missão militar na Segunda Guerra Mundial;
• Kathleen Kennedy, vítima de acidente aéreo em 1948;
• E mais recentemente, Saoirse Kennedy Hill, que morreu de overdose em 2019.

A revelação de Tatiana, feita justamente no aniversário da morte de JFK, adiciona um capítulo trágico e profundamente humano à longa sequência de perdas que moldou a história da família mais emblemática da política americana.