Segundo o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, o número de consumidores negativados no Ceará cresceu 9,9% em junho de 2025 em comparação com o mesmo mês de 2024. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 7,7%, e representa uma aceleração do endividamento no estado, que já havia registrado avanço de 5,4% em maio.
Além disso, o número de dívidas em atraso no Ceará teve alta de 14,6%. O levantamento considera cada dívida como uma relação entre CPF e CNPJ, independentemente da quantidade de contratos com o mesmo credor. A maioria das dívidas tem como origem o setor bancário. Na sequência, aparecem as contas de água e luz e o comércio, refletindo a pressão sobre o orçamento das famílias cearenses.
Organização financeira
Segundo a peesquisa, em junho, 88% dos consumidores negativados já estavam ou estiveram negativados nos últimos 12 meses, o que evidencia uma dificuldade recorrente de reorganização financeira entre os inadimplentes. O valor médio das dívidas por negativado ficou em R$ 4.330, abaixo da média nacional (R$ 4.787). Ainda assim, 33,3% dos negativados têm dívidas inferiores a R$ 500, enquanto 15,9% devem mais de R$ 7,5 mil.
Varejo registra crescimento
Por outro lado, o comércio aponta um desempenho de vendas que permanece acima da média nacional, mesmo diante de uma esperada desaceleração. Segundo dados do IBGE, de janeiro a maio de 2025, as vendas do varejo ampliado registraram um crescimento de 5,5%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No Ceará, o segmento “Materiais de Construção” liderou o crescimento de vendas com alta de 14,2%. Na sequência, aparece o segmento de “Artigos médicos e farmacêuticos” (9,7%) e o de maior recuo “Materiais para escritório” (6,5%).
Crescimento no crédito a pessoas físicas
Já o saldo de crédito destinado a pessoas físicas no Ceará chegou a R$ 99,4 bilhões em maio de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. O montante representa um crescimento de 15,7% em relação ao mesmo mês de 2024, desempenho superior à média nacional. Esse saldo contempla todos os valores em aberto – vencidos ou a vencer – das operações de empréstimos e financiamentos. No mesmo período, o saldo de crédito para pessoas jurídicas também apresentou avanço, alcançando R$ 46,1 bilhões, com crescimento de 9,7%.
Informações – DÉGAGÉ
