A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) mostra que as fabricantes de motos com fábricas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 1.063.397 unidades no primeiro semestre de 2026, um aumento de 6,3% na comparação com os seis primeiros meses de 2025.
De acordo com a associação, é o melhor desempenho para os seis primeiros meses do ano desde 2011. A associação reúne fabricantes como Yamaha, Honda, Dafra, Bajaj, Suzuki entre outras.
De acordo com Marcos Bento, presidente da Abraciclo, o número “evidencia a eficiência das fabricantes em responder ao crescimento do setor”.
Ainda assim, o último mês do semestre apresentou retração. Em junho, saíram das linhas de montagem das unidades 130.875 unidades. O volume representa uma retração de 15,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 29,9% na comparação com maio. De acordo com Bento, o número de junho é resultado de férias coletivas.
“O resultado de junho já era esperado, devido às férias coletivas programadas pelas fabricantes no período. A pausa temporária na produção também é utilizada para manutenção das linhas e aperfeiçoamento dos processos industriais”, explica o executivo em nota.
Os modelos de baixa cilindrada (de até 300 cc) lideraram o ranking, com 831.213 unidades e 78,2% do volume total. Em segundo lugar, ficaram as motocicletas de média cilindrada (entre 300 e 600 cilindradas), com 199.899 unidades fabricadas, e 18,8% da fatia total. As motocicletas de alta cilindrada (acima de 600 cc) alcançaram 32,2 mil unidades e 3% da participação na produção.
A meta das associadas é atingir, até o fim do ano, 2,07 milhões de unidades produzidas. Para alcançar esta meta, disse Bento, em entrevista coletiva, as associadas contam com o Move Brasil, linha de crédito voltada para trabalhadores de aplicativos.
A medida, que seria iniciada hoje, terá início em duas semanas. Bento disse que o atraso se deu por conta de testes nos sistemas.
A possibilidade de um El Niño forte, que possa aumentar a seca nos rios do Norte, também foi abordada pelo executivo. De acordo com ele, a indústria “aprendeu” com a situação dos últimos dois anos e que agora se precavê das adversidades. A capital amazonense possui todo seu fluxo logístico pelo Rio Amazonas, tanto dos produtos manufaturados quanto da recepção de insumos utilizados pela indústria para serem transformados.
