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O calote dos municípios brasileiros com a Previdência Social chega a 100 bilhões de reais, compromete o futuro de aposentadorias e pensões e deixa as Prefeituras, a cada mês, com dinheiro retido pela União. Das 5 mil, 570 cidades brasileiras, pouca mais de 600 não estão inadimplentes com o INSS. São municípios que mantém o regime próprio de Previdência ou, com muito esforço, conseguem pagar a conta mensal e, com isso, evitar o bloqueio de recursos. A inadimplência tem uma consequência imediata para as prefeituras: nesses primeiros dias de janeiro, o INSS reteve o dinheiro do FPM de 700 prefeituras que deixaram de recolher a contribuição previdenciária.  O corte atingiu cidades do Ceará. Os prefeitos chegaram a se queixar da retenção total da primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios, FPM, que deveria ser depositada no dia 20 de janeiro. O choro dos prefeitos poderá aumentar ainda nesta segunda-feira. Hoje, pela manhã, os prefeitos começam a receber a notícia sobre o possível bloqueio parcial ou integral da segunda parcela do FPM, depositada na última sexta-feira, dia 20. Sem dinheiro, os atuais gestores continuarão tendo dificuldades para pagar a dívida herdada dos antecessores e, também, para pagar as contas do mês de janeiro. A pressão do INSS para os Municípios pagarem o INSS é grande. As Prefeituras inadimplentes, além de ficar sem o dinheiro do FPM, perdem, também, o acesso ao dinheiro federal transferido por meio de emendas parlamentares ou convênios assinados com a União. Confira o editorial completo no player abaixo:

Editorial 23.01