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A Polícia Civil indiciou, nesta quinta-feira, 20, o médium  João de Deus pelo crime de violação sexual mediante fraude cometida contra uma mulher que buscou serviços do espiritual na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, na cidade de goiana do Entorno do Distrito Federal. No entanto ele nega os crimes.

Também durante esta tarde, a defesa do médium entrou com pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal (STF). Imprensa tentou contato com o advogado Alberto Toron para que se posicione sobre o indiciamento, mas as ligações não foram atendidas até a última atualização desta reportagem.

O inquérito concluído se trata, até esta tarde, do relato mais recente de abuso sexual contra o médium. Conforme a vítima, de 39 anos, o crime aconteceu em 24 de outubro deste ano.

Na denúncia, a mulher afirma que,quando notou o pênis de João de Deus para fora da calça, disse ao médium que tinha reparado o membro exposto. Em seguida, ele interrompeu a sessão. Ainda conforme a vítima, o médium pediu a ela que não contasse sobre o atendimento.

Caso seja condenado, João de Deus pode pegar de 2 a 6 anos de prisão.

Primeiro inquérito

Esse é o primeiro inquérito da Polícia Civil de Goiás contra João de Deus e pode ser o único. De acordo com a corporação, os demais casos registrados são antigos e podem ter prescrito.

O médium teve a prisão decretada na sexta-feira, 14, a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO). Dois dias depois, ele se entregou aos policiais em uma estrada de terra em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal onde ele atendia.

Em publicação nos últimos dias relatos de dezenas de mulheres que se sentiram abusadas sexualmente pelo médium. Os casos vieram à tona no programa Conversa com Bial de 7 de dezembro. Não se trata de questionar os métodos de cura de João de Deus ou a fé de milhares de pessoas que o procuram.

Situação atual

  • Médium é investigado por estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude;
  • Ministério Público recebeu 506 relatos de abusos sexuais;
  • Polícia Civil colheu depoimentos de outras 15 mulheres e aguarda ouvir mais uma. Um dos casos já resultou em inquérito;
  • Há relatos de supostas vítimas de seis países e vários estados brasileiros;
  • MP e polícia também querem apurar denúncia de lavagem de dinheiro;
  • Não há pedido para suspensão do funcionamento da Casa Dom Inácio de Loyola.

Com Informações G1

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