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“O nosso sistema de saúde resistirá a esse processo?” – foi este o questionamento do médico e professor universitário Henrique César ao falar sobre o atual momento do país durante entrevista por telefone ao jornalista Luzenor de Oliveira dentro do Jornal Alerta Geral desta sexta-feira (20).  Os dois conversaram sobre as estratégias tomadas pelo governo no combate ao coronavírus.

Com o dia a dia afetado pela proliferação do Covid-19, muitos cearenses permanecem em suas casas devido a suspensão das atividades trabalhistas em muitas empresas e o fechamento de diversos estabelecimentos, medida que segue as determinações do governo estadual. As ações se alinham às recomendações dos órgãos da saúde e visam a diminuição dos casos de contágio.

Na entrevista com o médico Henrique César, o jornalista Luzenor de Oliveira o questiona, inicialmente, acerca do momento atual da doença e qual o caminho que os cearenses ainda terão de enfrentar frente à essa pandemia que registra crescimento diário no país. Atualmente são 24 casos no Ceará, em todo o Brasil o número chega a 621, com seis mortes confirmadas.

O médico responde que no momento ainda estamos na fase inicial:

“Nós estamos no começo dessa quantidade de casos registrados, muito provavelmente nos próximos dias nós teremos um aumento desse número, o nosso sistema de saúde resistirá a esse processo? Um sistema que já vem a beira do colapso. É a preocupação das autoridade sanitárias, é a preocupação de saúde dos médicos em geral”

No cenário atual, se observa que muitos cearenses tem atendido às recomendações dos órgãos da saúde e permanecido em isolamento nas suas casas. A suspensão das aulas, das viagens intermunicipais e a determinação para o fechamento das lojas tem contribuído para a diminuição do fluxo nas ruas da capital e do interior do Estado.

Henrique César pontua, após indagação do jornalista Luzenor que, de fato, esta é a forma mais adequada de enfrentamento ao novo vírus:

“Essa é a medida mais adequada neste momento  diante das estratégias de combate a essa pandemia.  Esvaziar os locais de aglomeração, diminuir o convívio social das pessoas pra evitar que esse vírus se alastre de maneira rápida, é a medida adequada sim. Essa fase que nós nos encontramos é de mitigar de diminuir a extensão de pessoas infectadas com o coronavírus”

Em meio ao surto que atemoriza toda a população, a informação se constitui como um dos materiais mais importantes para que as pessoas estejam bem orientadas sobre como agir de maneira prudente. Apesar disso, muitos ainda possuem dúvidas e buscam compreender de modo mais claro os efeitos, cuidados e a propagação deste vírus.

Dentre as questões que surgem está a indagação levantada pelo jornalista Luzenor de Oliveira sobre a necessidade de realizar o exame para o Covid-19 após ter contato com alguém que tenha apresentado os sintomas da doença. O médico Henrique responde que primeiramente é preciso entender o que a ciência fala sobre o contato realmente:

“Entende-se como um contato próprio estar a dois  metros de um paciente com suspeita do Covid-19 dentro da mesma sala, ou área de atendimento, ou aeronave, ou outros tipos de transporte por um período de prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual”

Sobre fazer o exame, o médico explica que caso a pessoa tenha tido contato com alguém que foi colocado a exposição comprovada do coronavírus, essa pessoa deve entrar em quarentena. O período recomendado é de 14 dias e neste ínterim o indivíduo deve procurar não sair de casa, pois é um veículo transmissor. “Não há necessidade de você ter a doença para transmiti-lá, ela inclusive tem um período de incubação antes do indivíduo fazer algum sintoma”, diz Henrique.

Por fim, o médico finaliza sua entrevista com recomendações geais sobre a prevenção e os cuidados diante desta pandemia:

“O conselho que pode ser dado neste momento é fazer o que a população vem fazendo. Obedecendo as instruções das autoridades sanitárias locais e federais, enfrentando com seriedade, mas sem alarde, sem pânico essa pandemia. Porque ela tem seriedade sim, principalmente porque nós temos um sistema de saúde a beira do colapso. Precisamos enfrentar nesse momento que é de conter esse desenvolvimento, exatamente para o nosso sistema não ser sobrecarregado”.

 

 

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