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A Organização dos Estados Americanos) tem mostrado preocupação com relação a liberdade de expressão e de imprensa no Brasil. Uma comitiva oficial do órgão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que está no Brasil desde o 5 e permanece até segunda (12), constatou haver casos de violações nesta área e a repetição de práticas vistas em regimes ditatoriais.

Para a entidade, os recentes casos de ataques a jornalistas ou a veículos de imprensa que produzem matérias de conteúdo crítico às ações de governantes, somados às perseguições aos profissionais e mais a restrição de acesso de jornalistas em entrevistas coletivas com agentes públicos, configuram violações à liberdade de imprensa no Brasil.

Os casos serão divulgados pela entidade no Rio, no próximo dia 12, com recomendações ao país. Delegações distintas da comissão percorrem oito estados e o Distrito Federal nesta visita. O relator da comissão para a liberdade de expressão, o jornalista e advogado uruguaio Edson Lanza, comparou episódios recentes de violações à liberdade de imprensa e de expressão, levados ao conhecimento da comissão, a fatos vividos na ditadura militar (1964-1985).

Em reunião na última quarta, o uruguaio ouviu relatos de perseguições realizadas por defensores do projeto Escola Sem Partido em escolas e universidades, bem como sobre a repressão policial em protestos mais vinculados à esquerda –por exemplo, os contrários ao governo de Michel Temer (MDB), desde 2016.

Em entrevista ao Jornal Nacional, após ser eleito, Bolsonaro afirmou que defende a liberdade de imprensa, mas disse que a imprensa que se comportar usando fake news não terá recursos do governo federal, se referindo ao jornal Folha de S. Paulo que produziu notícias consideradas por ele falsas.

Entre as violações debatidas na reunião com o uruguaio, foram apresentados, por exemplo, casos de assédio virtual praticados este ano contra jornalistas que atuam em sites de checagem ou em jornais e que tiveram informações pessoais e de seus familiares expostos em redes sociais. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo contabilizou 153 casos de ataques a jornalistas, de janeiro a outubro deste ano, motivados pelo contexto eleitoral.

Com Uol Online

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