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Dois anos após deixar o comando administrativo de Caucaia, o ex-prefeito Washington Gois se transformou, nesta sexta-feira, 5, em notícia nacional com a operação desencadeada pela Controladoria Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal para investigar a existência de um esquema de desvio de recursos que agiu no Município a partir de 2009 – primeiro ano dos dois mandatos de Gois.

Policiais federais e auditores da CGU cumpriram 8 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal em Fortaleza. Até o momento, seis pessoas foram presas e duas estão foragidos no exterior.

De acordo com nota publicada pela CGU, a Operação Afiusas tem como objetivo desarticular a organização criminosa responsável por desvio de recursos públicos federais no município de Caucaia. As investigações foram iniciadas pelo Ministério Público Federal e, posteriormente, aprofundadas pela Superintendência Regional da Polícia Federal e pela Unidade Regional da CGU no Ceará.

Giovanni Pacelli, superintendente da CGU no Ceará, fala sobre o modus operandi da organização

Segundo, ainda, a CGU, os auditores constataram, em 2016 – último ano do ciclo de oito anos das administrações Washington Gois, irregularidades em contrato firmado pela Prefeitura de Caucaia com um grupo de empresas, para execução de obras de pavimentação em pedra tosca e drenagem em vias de diversos bairros. Os recursos federais, repassados para o Programa Pró-Transporte, eram oriundos de financiamento no valor global de R$ 52 milhões.

O delegado Carlos Joécio, coordenador da operação, reafirma que a atual gestão não tem nenhum envolvimento com a organização criminosa:

A CGU destacou, também, que entre as constatações da CGU nessa fiscalização, ‘’destacam-se indícios de fraude na celebração de aditivos contratuais, gerando prejuízo potencial de mais de R$ 10 milhões; assim como a execução de serviços de pavimentação em pedra tosca em desacordo com as especificações pactuadas, causando um prejuízo de cerca de R$ 4 milhões’’.

A nota da CGU revela, ainda, que, de acordo com as apurações realizadas até o momento, a organização criminosa é composta por três núcleos: colaborador, político e empresarial (sendo este o que comandaria o esquema). Há suspeita de que o grupo tenha fraudado licitações e desviado recursos federais em outras duas cidades do Ceará – Fortaleza e Maracanaú.

A CGU e a Polícia Federal denominaram a investigação como ‘’Operação Afiusas’’ – palavra que significa “algo como esperar ter sucesso a troco de outro’”. A Operação cumpriu  oito mandados de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão. O trabalho conta com a participação de 18 servidores da CGU e cerca de 120 policiais federais.

(*) Com informações da CGU e Polícia Federal