Operação da PF encontra R$ 287 mil em espécie com investigados na fraude bilionária no INSS

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Agentes da Polícia Federal encontraram maços de dinheiro escondidos em sacos plásticos durante nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quarta-feira, que investiga fraudes na cobrança indevida de mensalidades de aposentados e pensionistas do INSS. Foram, pelo menos, R$ 287 mil em espécie.

A ação tem como alvo pessoas ligadas à administração de entidades suspeitas de realizar descontos não autorizados nos benefícios. Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso.

De acordo com as investigações, os alvos integram três núcleos de atuação localizados em São Paulo, Brasília e Garanhuns, em Pernambuco. Entre as entidades investigadas estão Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Andapp, Aasap, Unibap, Abenprev e Abapen, além de servidores e ex-servidores do INSS.

A Polícia Federal identificou indícios de que alguns investigados tentavam ocultar ou se desfazer de patrimônio para evitar bloqueios judiciais. As medidas adotadas visam garantir a recuperação de recursos que poderão ser usados para ressarcir as vítimas.

O esquema foi revelado em abril do ano passado, em ação conjunta da PF com a Controladoria-Geral da União (CGU), apontando um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões. As investigações indicam que associações e sindicatos firmavam acordos com o INSS e realizavam descontos diretos nos contracheques, muitas vezes sem o conhecimento dos beneficiários.

Segundo a CGU, as entidades prometiam serviços como planos de saúde, assistência jurídica e academias, mas não possuíam estrutura para cumprir as ofertas. Em muitos casos, os aposentados só descobriam os descontos ao consultar os extratos de pagamento.