Operação da PF sobre desvio de emendas parlamentares provoca agressões verbais entre Júnior Mano e Capitão Wagner

A operação da Polícia Federal que investiga o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares colocou o deputado federal Júnior Mano no centro de um furacão político e provocou uma troca de agressões verbais, pelas redes sociais, com o ex-deputado Capitão Wagner, presidente regional do União Brasil e esposo da deputada Dayany Bitencourt.

A tensão evoluiu para uma troca pública de farpas que envolveu não apenas os dois políticos, mas também suas esposas, ambas com mandatos. A esposa de Júnior, Giordana Mano, é prefeita da cidade de Nova Russas.

Eleger prefeita e controlar prefeitura

Sem mandato desde 2022, quando foi derrotado ao Governo do Estado, Wagner, sem meias palavras, afirmou que “o povo do Ceará está cansado de políticos que usam dinheiro público para eleger esposa e controlar prefeitura”.

Segundo Wagner, o uso das emendas para beneficiar o reduto eleitoral da esposa seria uma afronta à moralidade administrativa. Alvo dos ataques, Júnior Mano rebateu e disse que Wagner “fala em moral, mas vive de fazer palanque com a esposa deputada e de atacar quem trabalha”.

Na sequência de ataques, Wagner acusou Mano de “transformar a prefeitura de Nova Russas em bunker político”, enquanto Mano devolveu o ataque e chamou o presidente regional do União Brasil de “especialista em derrotas e em plantar intriga para se manter na mídia”.

Maiores proporções

Os ataques do Capitão Wagner fizeram Júnior Mano romper o silêncio e mudar a postura de cautela diante de críticas e questionamentos sobre as denúncias que o levaram a ser alvo da operação da Polícia Federal por suposto desvio de dinheiro de emendas parlamentares.

As investigações levaram Júnior Mano a ganhar destaque em todos os veículos de imprensa do Ceará e do Brasil, com ênfase à operação da PF com novos desdobramentos sobre o destino das verbas das emendas parlamentares.

Embora Júnior e aliados digam que o Senado vem aí – referência à pré-candidatura do socialista lançada pelo senador Cid Gomes, a incerteza marca o futuro político do jovem parlamentar que exerce o segundo mandato consecutivo. Os bastidores de Brasília apontam que as investigações abreviaram a trajetória de Júnior Mano e o deixam fora da corrida pelo Senado em 2026.

Confira as mensagens trocadas pelos políticos: