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O prefeito Roberto Cláudio (PDT) sentiu, pela primeira vez, em seus dois mandatos consecutivos, os efeitos de uma luz amarela – a luz do perigo, na agenda política. A Operação ‘Dispneia’, desencadeada pela Polícia Federal para apurar supostas irregularidades na compra de respiradores, fez essa luz amarela piscar e ser incorporada, entre os aliados do Paço Municipal, como um duro recado que precisa ser entendido e bem administrado.

Ao longo de 7 anos e meio de mandatos, a administração Roberto Cláudio ficou incólume de denúncias graves de má gestão do dinheiro público, nem enfrentara, até essa última segunda-feira, uma investigação com ampla repercussão, com visibilidade estadual e nacional.

A oposição, que tem o Capitão Wagner (PROS) como o nome forte na corrida pela Prefeitura, comemorou e trabalhou, com competência, para ampliar ainda mais a repercussão das ações policiais. Basta acompanhar as redes sociais a partir das primeiras horas dessa segunda-feira quando surgiram as imagens da Operação Dispneia, com policiais federais recolhendo documentos e conteúdos virtuais sobre o processo de importação dos equipamentos pelo Município.

PESADELO OU ALÍVIO

Como a exposição negativa – com uma verdade ou uma inverdade que poderá ser provada muito tempo depois, fica, nesse momento, o retrato de que, para muita gente, a Prefeitura, mesmo anunciando que a compra dos equipamentos fora cancelada na semana passada, pagou quatro vezes mais por um respirador.

Se provar zelo pelo dinheiro público, a administração municipal continua limpa. Há, porém, a demora para essa lisura ser confirmada. Se confirmado superfaturamento na compra dos respiradores, a mácula fica configurada. Ou seja, a Operação da PF pode significar pesadelo ou alívio. O momento, com tantos holofotes, antecipa à condenação. Sem aprofundamento das investigações, nem julgamento!

COMUNICAÇÃO PERDIDA

É desafiante, portanto, a guerra que o grupo do prefeito Roberto Cláudio passa a enfrentar para mostrar que não houve, não há desvio de dinheiro, nem sobrepreço nos itens comprados para tirar da dor e do sofrimento as vítimas da pandemia da Covid-19.

A primeira fase dessa guerra, que é na área da comunicação, foi perdida. A oposição demonstrou competência para inundar as redes sociais com as imagens sobre a Operação da PF. A comunicação do prefeito Roberto Cláudio agiu com muita lentidão.

Se a fase da comunicação ficou no meio do caminho, outras duas etapas precisam ser vencidas: a política e a pré-eleitoral. No campo político, Roberto precisa mostrar que a sua gestão continua sem corrupção e, na vertente pré-eleitoral, viabilizar um nome para derrotar o seu maior adversário: o capitão Wagner, que se transformou na opção do presidente Jair Bolsonaro à Prefeitura de Fortaleza. Uma guerra com várias etapas e pouco tempo para movimentações: se a eleição municipal for adiada, o fôlego, para o grupo de Roberto Cláudio, será maior, com um tabuleiro para montagem de peças que poderá proporcioná-lo uma vitória no pleito deste ano.

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