O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), realizou entre os dias 10 e 12 de março, a Operação Tô de Olho no Abastecimento Seguro e na Medida Certa. As ações realizadas em postos de combustíveis tiveram como foco a investigação de fraudes eletrônicas em bombas medidoras e na verificação do volume de combustível líquido efetivamente entregue ao consumidor.
Ao todo, foram inspecionados 3.651 bicos de abastecimento, dos quais 831 foram reprovados, o que corresponde a um índice de reprovação de 23%. Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis fiscalizou 123 postos e emitiu 32 autos de infração.
ESTADOS COM REPROVAÇÃO
Com base no percentual de reprovação, o Rio Grande do Norte (RN) registrou 100 % de bicos reprovados entre os fiscalizados. Em seguida aparecem Ceará (CE), com 43 %, Mato Grosso do Sul (MS), com 34 %, e Santa Catarina (SC), com 28 % de reprovação nos locais inspecionados.
Alagoas (AL) apresentou 20 % de reprovação, enquanto o Distrito Federal (DF) registrou 18 %. Em patamar mais baixo de reprovação estão São Paulo (SP), com 9 %, e o Acre (AC), com 4 %. Já a Paraíba (PB), com 2 %, e Roraima (RR), com 0 % de bicos reprovados nas fiscalizações realizadas, figuram entre os resultados com menor índice de reprovação do levantamento.

PRINCIPAIS IRREGULARIDADES
As irregularidades mais recorrentes foram: indícios de adulteração nas placas eletrônicas das bombas, mau estado de conservação dos equipamentos, vazamento de combustível, erros de medição em prejuízo do consumidor e lacres de segurança rompidos.
Para se proteger e evitar possíveis prejuízos na hora do abastecimento, confira estas dicas:
– Verifique se as bombas de combustíveis têm o selo do Inmetro
– Confira se os mostradores estão em bom estado, sem rachaduras, dígitos danificados, ou falhas de leitura, e boa iluminação para ver claramente, inclusive à noite, o volume e preço a pagar.
– Mangueiras e conexões também precisam estar em perfeito estado, sem vazamentos ou deformações.
– Confirme se o posto possui a medida-padrão de 20 litros, verificada pelo Inmetro. Se desconfiar que a quantidade de combustível liberada é diferente da indicada no painel, o consumidor pode solicitar a verificação do volume abastecido.
Vale lembrar que combustível com preço muito abaixo do praticado no mercado, bombas sem o selo do Inmetro ou postos sem identificação de bandeira podem ser sinais de alerta.
