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O objetivo da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao requerer medidas cautelares que foram cumpridas nessa terça-feira (11), na Operação Ross, foi reunir provas do pagamento de vantagens indevidas a diversos partidos, entre os quais, PSDB,PTB, Democratas, SD e PSL em troca de apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB/MG) à Presidência da República, em 2014.

Decorrente de informações prestadas em colaboração premiada por diretores do Grupo J&F, as medidas foram autorizadas pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio Mello, que também determinou a suspensão do sigilo após o cumprimento dos mandados.

Ao todo, foram feitas buscas em 24 endereços ligados ao senador Aécio Neves e a outros políticos que –conforme informações já reunidas pelos investigadores – podem ter sido beneficiados pelos pagamentos.

As investigações apuram a solicitação de vantagens indevidas por parte do parlamentar tucano, o que teria ocorrido em pelo menos quatro ocasiões. Ao todo, segundo o Ministério Público Federal, o Grupo J&F teria repassado cerca de R$ 110 milhões a Aécio, sendo que parte desse valor teve como destinatários finais 12 legendas que o apoiaram na disputa presidencial.

Ainda segundo as investigações, parte do dinheiro foi entregue,em espécie, ao senador.

Em 2017, Aécio Neves foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça no âmbito de outro inquérito que também apurou relações do político com o grupo J&F.

Na atual petição, a PGR frisou que o objetivo é dar continuidade à investigação das práticas de corrupção e de lavagem de dinheiro.

Ton Silva