A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada pela Folha de São Pauloo, mostra que, para 70% daqueles que tem intenção de votar no ex presidente Lula (PT), nas eleições de 2022, em nada altera a escolha caso o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seja seu vice no próximo pleito. O levantamento foi feito com 3.666 pessoas em 191 cidades brasileiras, de 13 a 16 de dezembro, e tem uma margem de erro de dois pontos para mais ou menos.

Questionados sobre o impacto da associação entre ex-adversários na possibilidade de escolher o petista, 16% disseram que ela aumentaria. Para 11%, a presença do ex-tucano na chapa diminuiria tal chance. Não quiseram opinar 4% dos ouvidos.

No geral, contudo, as pessoas ainda não sabem muito sobre a articulação. Apenas 32% dizem ter ouvido falar acerca da ideia. Destes, 12% se dizem bem informados sobre o tema, 15%, mais ou menos e 5%, mal.

Entre o eleitorado mais abastado, que ganha mais de 10 salários mínimos mensais e compõe 4% da amostra, a taxa de conhecimento sobe a 64%. Isso cai a 23% no grosso da população, 51%, que integra o segmento que ganha até 2 mínimos.

Segundo o Datafolha, entre aqueles que declaram voto em Lula, 24% creem que a chapa reforçaria a intenção, e 9% se veem desmotivados. Já para os eleitores declarados do presidente Jair Bolsonaro (PL), 4% dizem que ver aumento das chances de optar por Lula e 9%, diminuição.

Ainda no campo conservador, 12% dos que dizem votar no ex-juiz Sergio Moro (Podemos) falam que Alckmin aumentaria a chance deles de votar em Lula, enquanto 9% afirmam o contrário. À esquerda, eleitores de Ciro Gomes (PDT) são mais críticos: 13% topariam ir de Lula-Alckmin, mas 16%, não.

Dirigentes do PT e do PSB começaram a ventilar a hipótese, e Alckmin os ouviu. Os principais interessados eram os pré-candidatos dos partidos em São Paulo, respectivamente o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad e o ex-governador Márcio França.

Segundo relatos, Lula empolgou-se com a ideia de ter um vice de perfil conservador e fama de moderado, menos por motivos eleitorais e mais para fins de composição de governo. Nesta pesquisa Datafolha, com 48% e 47% nos cenários desenhados, o ex-presidente estaria eleito no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

980 Com informações Folha de São Paulo