Parcela de torcedores presos por briga antes de Clássico-Rei é solta por decisão do TJCE

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O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) decidiu liberar parte dos 82 torcedores que haviam sido presos no dia 8 de fevereiro de 2025, suspeitos de participação em um confronto entre torcidas organizadas do Ceará e Fortaleza. A decisão foi tomada durante uma sessão no 2º Grau, que resultou na liberdade de pelo menos 11 torcedores. O desembargador Francisco Eduardo Torquato Scorsafava, relator de um dos pedidos de liberdade, fundamentou sua decisão afirmando que, após análise, constatou-se o “cogitado constrangimento ilegal”, o que motivou a liberação dos detidos. De acordo com o magistrado, a prisão preventiva dos torcedores não poderia mais ser mantida, sendo substituída por medidas cautelares.

Em vez de seguirem sob prisão, os torcedores liberados terão que cumprir algumas medidas cautelares, que incluem: Comparecimento quinzenal perante o Juízo de origem para informar e justificar suas atividades; Proibição de acesso a estádios, arenas e sede de clubes desportivos, além de sedes de torcidas organizadas; Proibição de manter contato com os demais investigados e integrantes da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) e do grupo identificado como “Bonde dos Hooligans”; Proibição de ausentar-se da Comarca de origem; Recolhimento domiciliar durante o período noturno (das 21h às 5h) e nos dias de folga; e serão monitorados eletronicamente por um período inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação, conforme decisão do magistrado de primeiro grau.

As prisões ocorreram em flagrante no dia 8 de fevereiro, após um confronto violento entre as torcidas organizadas na Avenida Osório de Paiva, em Fortaleza. O tumulto aconteceu poucas horas antes do início do jogo entre Ceará e Fortaleza, o famoso Clássico-Rei, válido pelo Campeonato Cearense. Além dos 82 adultos detidos, 27 adolescentes também foram apreendidos na ocasião.

A prisão preventiva dos suspeitos foi solicitada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Ceará (PCCE), que os acusou de diversos crimes, incluindo tumulto no âmbito da Lei Geral do Esporte, lesão corporal dolosa, associação criminosa, resistência, desobediência e corrupção de menores.

Com informações da SSPDS