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A comitiva brasileira chegou a Cabo Verde, na tarde desta terça-feira (17), para a 12ª Cúpula da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em que será transferida para o país-sede a presidência pro tempore do bloco. O grupo foi recebido no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na Ilha do Sal, com honras militares e a presença do presidente cabo-verdiano, José Carlos Fonseca. Após uma reunião entre os chefes de Estado das duas nações, teve início a abertura oficial do evento, que vai até o início da tarde desta quarta-feira (18).
Além da transmissão de comando, a cúpula se reúne para debater temas comuns entre os integrantes – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste -, sob o tema “Cultura, Pessoas e Oceanos”. Entre os focos, tanto do encontro quanto da gestão da CPLP, estão as ações para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e as relações comerciais e diplomáticas entre os países-membros.
Relações bilaterais
A CPLP foi criada em 1996, com o objetivo de promover acordos políticos e diplomáticos, a cooperação entre os membros e difundir a língua portuguesa. No caso de Brasil e Cabo Verde, a cooperação teve início em 1975 e segue bastante promissora.
Cultura
Essa troca não se limita ao ambiente político, mas abrange também diversas esferas culturais, incluindo música, literatura e até dramaturgia. “A telenovela é um fenômeno: está de tarde, está de noite, está nas conversas e está até no uso de gírias brasileiras ditas pelo cabo verdeanos para atestarem que conhecem o nosso linguajar. Isso faz com que a aproximação seja muito grande”, ressaltou o embaixador brasileiro em Cabo Verde, José Carlos de Araújo Leitão, que acompanha a comitiva. Ele destacou ainda que, durante a Copa do Mundo, a população de Cabo Verde torceu para o Brasil. “[Esses] produtos culturais brasileiros acabados servem para que essa aproximação seja muito efetiva”.
Educação
Além disso, a parceria entre os dois países é intensa no setor educacional. Mais de três mil estudantes do arquipélago são formados em universidades brasileiras. Esse intercâmbio tem dado resultados e capacitados novas lideranças: dois cidadãos de Cabo Verde formados no Brasil são ministros de estado e o ex-primeiro-ministro do país, José Maria Neves, formou-se na Fundação Getulio Vargas (FGV), que tem sede no Rio de Janeiro.
Defesa
Devido à localização dos dois países no Oceano Atlântico e à formação de Cabo Verde, que é composto por ilhas (arquipélago), a cooperação na área da defesa e segurança marítima é bastante intensa. “A consequência disso são operações conjuntas da guarda costeira, [troca de] informações sobre tráfego marítimo e sub-relações entre as forças armadas”, informou o embaixador.
Fonte: Planalto
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