Parkinson atinge mais de 200 mil brasileiros e sinais iniciais podem ser confundidos com envelhecimento

Foto: Reprodução

A doença de Parkinson é um distúrbio cerebral progressivo que danifica as células nervosas responsáveis pela produção de dopamina, substância essencial para a comunicação entre os neurônios e o controle dos movimentos. Segundo a Parkinson’s Foundation, cerca de 1,1 milhão de pessoas vivem com a doença nos Estados Unidos, com mais de 90 mil novos diagnósticos por ano. No Brasil, estima-se que ao menos 200 mil pessoas convivam com o Parkinson.

Os sinais da doença costumam surgir de forma lenta e gradual, podendo ser facilmente confundidos com alterações naturais do envelhecimento. Especialistas alertam que os sintomas podem aparecer anos antes do diagnóstico formal, dividindo-se em manifestações motoras e não motoras.

Sinais motores precoces

Antes mesmo da confirmação clínica, algumas alterações de movimento podem ser percebidas:
• Tremor em uma das mãos, geralmente em repouso. Diferente do tremor essencial, ele surge quando o membro está parado e, no início, costuma afetar apenas um lado do corpo.
• Lentidão dos movimentos, fazendo com que tarefas simples como caminhar, escrever, digitar ou abotoar roupas passem a exigir mais tempo. A escrita pode ficar menor e menos legível.
• Alterações na marcha e no equilíbrio, com passos mais arrastados, tropeços frequentes e redução do balanço de um dos braços ao caminhar.
• Rigidez muscular persistente, que não melhora com o movimento e pode dificultar ações como levantar da cadeira ou entrar e sair do carro.

Sintomas não motores

Embora seja conhecida como uma doença do movimento, o Parkinson também apresenta sinais que não envolvem diretamente a mobilidade:
• Perda do olfato, que pode surgir até uma década antes dos sintomas motores.
• Distúrbios do sono, especialmente o transtorno comportamental do sono REM, em que a pessoa se mexe, fala ou grita durante os sonhos. Estudos indicam que indivíduos com esse quadro têm risco elevado de desenvolver Parkinson nos anos seguintes.
• Mudanças de humor, como ansiedade e depressão, frequentemente presentes nas fases iniciais.
• Alterações na voz, que pode se tornar mais baixa, rouca ou monótona.
• Expressão facial reduzida, conhecida como “mascaramento”, dando ao rosto aparência séria ou sem emoção.
• Problemas digestivos, principalmente constipação, associada ao envolvimento precoce de nervos ligados ao intestino.