Com mais de 10 milhões de pessoas impactadas em todo o mundo, incluindo cerca de 500 mil brasileiros, a doença de Parkinson apresenta prevalência crescente, fenômeno que está diretamente relacionado ao envelhecimento da população, já que a condição é mais comum em indivíduos com mais de 60 anos.
Ainda assim, também há registros de diagnóstico em pessoas jovens, sendo que o início precoce costuma estar associado a quadros mais graves. No Brasil, estima-se que aproximadamente 36 mil novos casos surjam a cada ano, reforçando a importância de atenção, diagnóstico precoce e estratégias de cuidado voltadas a essa população.
Segunda condição neurodegenerativa mais comum do mundo, a enfermidade é um distúrbio do movimento progressivo e crônico, decorrente da perda de neurônios que produzem dopamina. Embora o tremor seja o sinal mais conhecido, ele representa apenas uma parte da complexidade do Parkinson.
SINTOMAS
No início, os sintomas são mais leves e costumam responder bem ao tratamento medicamentoso, permitindo que o paciente mantenha sua autonomia. Com o avanço da doença, surgem limitações. A resposta à medicação também passa a ser menos previsível, com períodos de melhora alternados com fases de piora, conhecidas como flutuações motoras.
TRATAMENTO
Sabe-se que o tratamento padrão da doença de Parkinson baseia-se na reposição de dopamina, realizada por meio de seu análogo, a levodopa administrada por via oral, com o objetivo de controlar os sintomas motores característicos da condição.
Entretanto, com a progressão da doença, a levodopa oral pode ter a eficácia reduzida e levar a efeitos adversos como as discinesias, causando flutuações motoras e discinesias. Nesses casos, a única opção atualmente disponível no Brasil quando a medicação oral falha é a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS), que não é indicada para todos – até 34% dos pacientes são inelegíveis e, entre os elegíveis, 25% recusam o procedimento por considerá-lo invasivo.
