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O Laboratório de Identificação Necropapiloscópica (LIN) da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), setor responsável por cerca de 90% das identificações dos corpos que dão entrada na Pefoce, emprega técnicas e substâncias químicas e físicas que auxiliam na identificação papiloscópica (por meio das impressões digitais) dos corpos, inclusive, os casos em estágios mais delicados: em decomposição, mumificação, saponificação, ressecado ou macerado. Casos complexos, geralmente, são encaminhados para a Antropologia Forense e para o Núcleo de Perícia em DNA Forense para serem identificados por meio de comparação de material genético, que é um procedimento mais demorado. Porém, mesmo nestes casos delicados, o LIN vem obtendo êxito.

Quando o laboratório recebe um caso mais complexo, a equipe analisa qual técnica e quais reagentes químicos vão empregar para conseguir tratar e analisar as impressões digitais. Para cada caso, existe um método e procedimento específico. De acordo com os profissionais do LIN, quando um corpo entra com a pele ressecada ou mumificado – quando o corpo fica dissecado, mas com a pele preservada – são realizadas técnicas para hidratar os dedos com substâncias específicas que permitem trabalhar as impressões digitais.

Já em casos macerados, geralmente vítimas de afogamentos, a epiderme se solta da derme e forma a “luva cadavérica”. Essa luva mantém intactos os desenhos das cristas de fricção que são responsáveis pela identificação papiloscópica. A técnica da luva cadavérica também pode ser empregada em corpos em outros casos. Existem também os ‘saponificados’ fenômeno que ocorre quando o corpo se decompõe em local pouco ventilado, quente, em solo argiloso ou úmido. Esse corpo fica com aspecto de cera ou sabão. Neste caso, diferentemente da técnica para hidratar a pele, a necropapiloscopia trabalha com substâncias para deixar a pele das mãos mais enxuta e sólida.

Conforme a auxiliar de perícia profissional em papiloscopia, Andrea Magalhães, a equipe do LIN se empenha quando recebe um caso delicado.

“Nós sempre tentamos realizar a identificação através das impressões digitais, mesmo que a coleta e o confronto das digitais sejam difíceis de realizar em casos específicos, mas a gente avalia e adota um método para conseguir positivar”, conta.

Em diferentes casos e diferentes métodos aplicados pelas equipes do LIN, mesmo os mais complexos, os exames de necropaliposcopia resultam em dar uma resposta mais ágil para famílias de pessoas mortas sobre a identificação de seus parentes, além de gerar economia para o Estado, uma vez que um exame necropapiloscópico é mais econômico e rápido em comparação com o exame de DNA Forense. Um terceiro método científico de identificação cadavérica é realizado pelo Núcleo de Odontologia Forense, com o exame de arcada dentária.

Método científico

A necropapiloscopia é o método que consiste na identificação de cadáveres a partir dos desenhos das cristas de fricção contidos nas impressões digitais. A coleta das impressões digitais da pessoa falecida é realizada e comparada com as impressões digitais contidas em algum documento: carteira de identidade, carteira de trabalho ou algum outro que tenha a impressão digital da pessoa. Essas impressões também são confrontadas com a base de dados no sistema da Pefoce, que possui mais de 4,5 milhões de perfis cadastrados. A identificação é positivada quando os pontos padrões das impressões digitais coincidem.

(*)com informação do Governo do Estado do Ceará

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