Uma pesquisa nacional aponta que nove em cada dez instituições particulares de ensino devem reajustar as mensalidades no próximo ano. Entre elas, 80,66% planejam aplicar aumentos entre 7% e 11%. O levantamento foi realizado pela Meira Fernandes Contabilidade e Gestão, empresa que presta assessoria a cerca de 1.500 escolas.
Do total de instituições consultadas, 44,2% projetam reajustes entre 9% e 11%, enquanto 36,46% devem elevar os valores entre 7% e 9%. Outras 11,60% estimam aumentos de 1% a 7%. Em casos extremos, 7,18% das escolas podem aplicar reajustes superiores a 12%. Apenas 0,5% afirmaram não ter intenção de alterar os valores cobrados.
Segundo o estudo, as instituições continuam arcando com despesas como folha de pagamento, encargos, fornecedores e custos pedagógicos, mesmo diante da instabilidade no recebimento das mensalidades. Com isso, os gastos permanecem, mas nem sempre são compensados na mesma proporção pela receita.
Mais da metade das escolas consultadas (51,93%) registrou atrasos equivalentes a entre 2% e 5% da receita mensal durante o primeiro semestre. O cenário pode se agravar na virada do ano: 21,67% das instituições projetam índices de inadimplência superiores a 6% entre o fim de 2026 e o início de 2027.
Pais enfrentam dificuldades para equilibrar o orçamento
Do outro lado, pais e responsáveis também lidam com o desafio de manter os filhos em instituições particulares diante dos reajustes previstos. Para muitas famílias, acomodar os novos valores no orçamento pode ser difícil, especialmente porque as projeções de aumento superam alguns dos principais índices de inflação. O IPCA, por exemplo, encerrou 2025 em 4,26%.