Dados divulgados pelo Banco Central, mostram que o comprometimento do orçamento das famílias brasileiros com dívidas voltou a aumentar.
A trajetória de alta ficou mais clara a partir de dezembro de 2024. Em fevereiro deste ano, último dado disponível, 27,2% da renda das famílias foi destinada ao pagamento de dívidas. É o maior nível desde julho de 2023 (27,3%), quando foi lançada a primeira fase do Desenrola.
Uma pesquisa realizada pelo economista Caio Napoleão, mostra que desde maio de 2024, cerca de 70% do crescimento do comprometimento de renda é explicado pela amortização do montante principal das dívidas, principalmente por conta do aumento do crédito pessoal, do uso de cartões e do financiamento de veículos.
Entre os principais vilões estão alimentos e serviços como transporte, que afetam mais o bolso das famílias mais vulneráveis ao endividamento. Com parte do orçamento consumido por dívidas e gastos fixos, muitos responsáveis por domicílios são levados a novos empréstimos.
O restante da piora está relacionado ao pagamento de juros, natural diante do aumento da Selic. Mas a renda, outro componente da equação, ajudou: cresceu 9,5% entre maio de 2024 e fevereiro deste ano.
Informações – Extra
