Pesquisa associa insônia ao risco de AVC

Foto: Giro 10

Uma noite mal dormida pode causar irritação, sonolência e dificuldade de concentração no dia seguinte. No entanto, quando a dificuldade para dormir se torna frequente e persiste por longos períodos, os impactos sobre a saúde podem ser mais preocupantes. Estudos citados por especialistas associam a insônia crônica a um maior risco de demência, acidente vascular cerebral (AVC) e doenças cardiovasculares.

Nas capitais brasileiras, quase um terço dos adultos apresenta algum sintoma de insônia, segundo dados mencionados por especialistas. Entre os sinais mais comuns estão a dificuldade para adormecer, os despertares frequentes durante a madrugada e o despertar precoce, sem conseguir voltar a dormir.

Durante o sono profundo, o cérebro intensifica processos envolvidos na eliminação de resíduos metabólicos acumulados ao longo do dia. Esse mecanismo conta com a circulação do líquido cefalorraquidiano, também chamado de líquor, que percorre espaços entre as células cerebrais. O processo contribui para a remoção de determinadas substâncias, incluindo proteínas relacionadas a doenças neurodegenerativas.

Quando o sono é insuficiente ou de má qualidade de forma persistente, esses mecanismos podem ser afetados. Pesquisas investigam como as alterações do sono se relacionam ao acúmulo de proteínas associadas a doenças como o Alzheimer. Apesar dessas evidências, a relação entre insônia e doenças neurológicas e cardiovasculares é complexa e não significa que todas as pessoas com dificuldade para dormir desenvolverão essas condições.

A insônia merece avaliação profissional quando a dificuldade para dormir ocorre pelo menos três vezes por semana, durante três meses ou mais, e provoca cansaço, fadiga ou prejuízos nas atividades cotidianas.

Entre as medidas que podem ajudar a melhorar a qualidade do sono estão reduzir o uso de telas antes de dormir, evitar o consumo de cafeína à noite, manter horários regulares para dormir e acordar e se expor à luz natural durante o dia.

Se os problemas persistirem, é importante procurar orientação de um profissional de saúde para identificar as causas e avaliar o tratamento mais adequado.