Os números de uma pesquisa do Instituto Datafolha, publicada na noite dessa segunda-feira, revelam a valorização, pelos brasileiros, da exigência do certificado de vacinação em ambientes fechados como uma das ações para impedir a propagação da Covid-19.


De acordo com a pesquisa, 81% dos brasileiros são favoráveis à apresentação de comprovante de vacinação contra Covid para a entrada em locais fechados, como escritórios, bares, restaurantes e casas de shows. Uma parcela menor – 18%, se opõe à cobrança do “passaporte” vacinal, enquanto 1% não soube ou não quis responder.


Realizada nos dias 12 e 13 de janeiro, a pesquisa ouviu, por telefone, 2.023 pessoas de 16 anos ou mais em todos os estados do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


O passaporte da vacina foi adotado em vários estados, como no Ceará, mas enfrenta resistência entre membros do Governo Federal. Um dos opositores à exigência do certificado de vacinação é o presdiente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa mostra que o maior percentual de favoráveis à medida ocorre entre mulheres (87%), pessoas com mais de 60 anos (87%), com ensino fundamental (86%) e que ganham até dois salários mínimos (85%). Por outro lado, a rejeição à obrigatoriedade da vacina para acesso a ambientes fechados reúne homens (24%), pessoas de 25 a 34 anos (22%) e que recebem mais de dez salários mínimos (28%).


Outro dado da pesquisa do Instituto Datafolha: 60% dos entrevistados dizem que tomam cuidado para evitar a infecção pela Covid-19, mas saem de casa para trabalhar e fazer outras atividades. Para 24%, sair de casa apenas quando é inevitável, enquanto 12% respondem que vivem com normalidade na pandemia sem mudar nada na rotina. Uma pequena parcela da população (4%), segundo a pesquisa, respondeu que vive isolamento, sem sair de casa.

Alta no preço dos combustíveis marca pauta do início do semestre legislativo de 2022 no Congresso Nacional
A alta no preço dos combustíveis, com mais um capítulo da guerra entre governo federal e governos estaduais por conta da tributação sobre o litro da gasolina e do diesel, marcará o início das atividades do primeiro semestre de 2022 no Congresso Nacional.


A guerra está revitalizada após os Secretários Estaduais de Fazenda anunciarem a suspensão do congelamento do ICMS sobre o preço dos combustíveis. A medida foi adotada por 90 dias e fica encerrada no próximo dia 31 de janeiro. Os Estados não irão renovar a medida por considerá-la sem sentido após a Petrobras anunciar o aumento do preço nos derivados de petróleo, afetando toda a população – de forma direta e indireta.


As divergências entre Executivo Federal e Estados sobrou para o Congresso Nacional. Após cobranças do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o Senado vai votar propostas para baixar os preços do gás, do diesel e da gasolina em fevereiro. O líder da Minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN), anunciou, nessa segunda-feira, acordo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a votação pelo Senado, ainda em fevereiro, dos projetos que tratam do tema.


“O Senado vai votar um conjunto de medidas que pode baixar em até R$ 20 os valores do gás de cozinha, e em até R$ 2 a R$ 3 o preço da gasolina e do diesel, num prazo de 40 dias após sua aprovação. As propostas devem ser examinadas pelo plenário na primeira quinzena de fevereiro”, afirmou Jean Paul pelo Twitter.


A publicação foi em resposta a declaração de Arthur Lira no domingo (16). “Os governadores acusam Congresso e Executivo apenas para fazer uma cortina de fumaça. Resolveram acabar com o congelamento do ICMS nos combustíveis quando Petrobras, União e Congresso avançavam em negociações definitivas. E precisam achar um bode na sala”, criticou o presidente da Câmara.


Ainda no domingo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que as cobranças pela aprovação das regras que mudam o ICMS sobre os combustíveis devem que ser feitas ao Senado. Lira alega que a Câmara aprovou o projeto de lei que “mitigava os efeitos dos aumentos” da gasolina e diesel, mas o texto “virou patinho feio e Geni da turma do mercado”.