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O cenário da economia é de preocupação com o fim do auxílio emergencial e com a incerteza sobre a geração de empregos nos primeiros meses de 2021. Há, sim, motivos para inquietação: uma pesquisa do Instituto Datafolha, publicada, nesta quarta-feira, mostra que, para 57% dos brasileiros, o desemprego vai aumentar.

Os números do Datafolha mostram, ainda, que, para 20% dos entrevistados, o desemprego cairá, enquanto outros 21% acham que o quadro permanecerá na atual situação. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de dezembro. Há um ano, de acordo com o Instituto Datafolha, 42% esperavam aumento do desemprego, 30% achavam que iria diminuir e 26% não esperavam mudanças.

Os dados sobre o aumento das demissões no início de ano não representam novidade uma vez que, após o período de festas de Natal e Réveillon, marcados pelo aquecimento das vendas, o movimento cai nos meses de janeiro e fevereiro do ano subsequente e, como consequência, crescem os índices de desemprego.

O fim de 2020 e o início de 2021 tem, porém, uma situação atípica: a pandemia da Covid-19 desacelerou a economia, provocou uma onda de demissões e, após 9 meses, não houve reação para a recuperação dos índices de empregos. O ano chega ao fim com, pelo menos, 14 milhões de desempregados.


FIM DO AUXÍLIO EMERGENCIAL


As expectativas sobre o aumento do desemprego chegam no momento em que acaba o auxílio emergencial. O benefício, que, nos últimos 9 meses, sustentou a economia e o orçamento doméstico de 62 milhões de brasileiros tem, neste mês de dezembro, o desembolso da última parcela. O Governo Federal ainda não se manifestou se irá voltar com o auxílio emergencial a partir de janeiro. O fim do benefício tem impacto forte na vida de milhões de brasileiros, de milhares de cearenses.

O assunto ganhou destaque, nesta quarta-feira (30), no Bate Papo Político, do Jornal Alerta Geral, com a participação dos nossos repórteres e do jornalista Beto Almeida. Ao falar sobre o tema, o jornalista Luzenor de Oliveira comenta o impacto econômico do benefício e ressalta a incerteza para o começo do ano:

“A economia foi aquecida com os mais de 300 bilhões de reais destinados ao auxilio emergencial pelo governo federal e deixou mais organizado o orçamento doméstico de milhões de brasileiros, de milhares de cearenses. Agora, muita incerteza no começo de ano para quem ficará sem essa ajuda do governo federal”, diz Luzenor.

Na sequência, o jornalista Beto Almeida destaca a necessidade de que o governo federal busque um substituto para o benefício, haja vista que as consequências com o fim ao auxílio emergencial devem impactar bastante negativamente na realidade dos trabalhadores que estão hoje na informalidade.

“É de extrema importância que o governo encontre rapidamente um substituto para o auxílio emergencial, porque as consequências do fim desse benefício são gravíssimas para milhões de trabalhadores que estão hoje principalmente na informalidade e mais ainda porque o governo simplesmente não tem ainda um plano B para o que fazer com essa massa de trabalhadores a partir de janeiro de 2021”, afirma Beto Almeida.

Beto Almeida ainda ressalta que não se deve fazer oposição entre a condição econômica do país e projetos de benefício assistencial, destacando novamente e importância de uma ação do estado para auxiliar os trabalhadores sem renda: “O governo Bolsonaro não pode simplesmente se deixar levar de que o país não pode comprometer a sua meta fiscal e deixar de apresentar um plano de assistência pra essas pessoas que precisam sim da mão forte do estado”, finaliza Beto.

Confira mais informações com o Jornalista e comentarista do Jornal Alerta Geral, Beto Almeida:

Confira mais informações com o correspondente do Jornal Alerta Geral, Carlos Alberto:

Confira mais informações com o correspondente do Jornal Alerta Geral, Carlos Silva:

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