Pesquisa revela: 22% das espécies do Rio Poti apresentam níveis inaceitáveis de risco oncológico

Um estudo recente acendeu o alerta em Crateús, no interior do Ceará. Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com o Laboratório de Avaliação de Contaminantes Orgânicos (Lacor) do Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC), identificaram que a ingestão de peixes contaminados pela poluição do Rio Poti pode estar diretamente associada ao desenvolvimento de câncer e outras doenças graves.

A pesquisa avaliou amostras de diferentes espécies de peixes consumidos nos distritos de Ibiapaba e Oiticica, comunidades que dependem fortemente do rio para subsistência alimentar. O resultado preocupou os pesquisadores: 22% dos peixes coletados apresentaram valores inaceitáveis de risco de câncer (RC), conforme critérios estabelecidos pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA).

ESGOTO DOMÉSTICO

O estudo destaca que a contaminação está relacionada ao lançamento de esgoto doméstico e resíduos industriais no rio, agravando a poluição ao longo dos anos. Além do risco oncológico, o consumo frequente dos peixes contaminados pode estar ligado a problemas neurológicos, cardiovasculares e respiratórios.

A informação foi antecipada pelo Diário do Nordeste. As conclusões da pesquisa devem embasar futuras ações de órgãos ambientais e de saúde pública. Especialistas recomendam campanhas educativas para alertar a população e medidas urgentes de fiscalização e recuperação ambiental.

A investigação da UFC reforça um cenário preocupante: a saúde de comunidades inteiras está em risco devido ao impacto da poluição sobre o Rio Poti, fonte vital para milhares de pessoas.