O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará registrou crescimento de 1,93% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, superando o desempenho da economia brasileira, que avançou 1,8% no mesmo intervalo.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag).
No acumulado dos últimos quatro trimestres, a economia cearense apresentou expansão de 2,15%, também acima do índice nacional, que ficou em 2,0%.
Já na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025, o PIB estadual apresentou leve alta de 0,05%.
Além de superar a média nacional, o Ceará também registrou desempenho superior ao de importantes economias estaduais, como Bahia (0,4%), Minas Gerais (-0,7%) e São Paulo (1,3%), considerando a comparação entre os primeiros trimestres de 2026 e 2025.

Agropecuária lidera crescimento da economia cearense
Entre os setores que compõem o PIB, a Agropecuária foi o grande destaque no início de 2026, com crescimento de 3,60%, resultado muito acima do registrado nacionalmente, que foi de 0,7%.
O setor de Serviços apresentou expansão de 2,35%, enquanto a Indústria cresceu 0,15%. No Brasil, os mesmos setores avançaram, respectivamente, 2,1% e 1,6%.
Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a Agropecuária também liderou a expansão, com alta de 0,49%, seguida pelos Serviços (0,30%). A Indústria, por sua vez, registrou retração de 0,59%.

Ipece projeta crescimento de 2,7% para o Ceará em 2026
O Ipece revisou a projeção de crescimento do PIB cearense para 2026, estimando expansão de 2,70% ao longo do ano. Mesmo com a revisão, a expectativa permanece acima da previsão para o Brasil, atualmente estimada em 1,96%.
A projeção inicial para a economia do Ceará, divulgada em dezembro de 2025, era de crescimento de 3,0%. Em março deste ano, a estimativa havia sido ajustada para 2,89%.

PIB é indicador de tendência econômica
Além do Ceará, outros 11 estados brasileiros realizam o cálculo trimestral do PIB, entre eles São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
O indicador mede a tendência de crescimento ou desaceleração da economia no curto prazo, levando em consideração o desempenho dos setores de Agropecuária, Indústria e Serviços. Os dados são preliminares e podem sofrer ajustes quando forem consolidados em conjunto com o IBGE e as unidades da Federação.
(*) Com informações da Assessoria de Imprensa do IPECE
