Com 90 deputados federais, o PL desistiu da briga pela relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) criada para investigar o escândalo de desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas e terá, pelo menos, três titulares e três suplentes no Colegiado.
O líder da bancada do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), de acordo com reportagem do Jornal O Globo, comunicou que a legenda declinou da disputa após entendimentos com o presidente da Mesa Diretora, Hugo Mota (Republicanos). Hugo deve indicar um nome do Republicanos, com perfil mais moderado, para relator da CPMI.
Há resistência, entre liberais, que acham que a sigla deve, sim, brigar pela relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito. Simultânea a essa divergência, o PL administra o desejo de outros 10 deputados que manifestaram interesse em participar da CPI.
Se depender do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa, uma das vagas deve ser ocupada pelo deputado federal André Fernandes. André deu visibilidade ao PL ao chegar, em 2024, ao 2º turno da disputa pela Prefeitura de Fortaleza e, para 2026, é uma das apostas do partido para ampliação da bancada federal da sigla no Ceará.
O repórter Carlos Silva relata, no Jornal Alerta Geral, os bastidores da criação da CPI, enquanto os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida fazem uma leitura sobre as pressões e as circunstâncias para o Legislativo entrar nas investigações do maior escândalo da história da previdência social brasileira.
