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O PMDB já tem maioria para fechar questão a favor da reforma da Previdência na Câmara e vai tomar essa posição nos próximos dias. Com a estratégia, o governo pretende atrair aliados de outros partidos, que resistem a apoiar as mudanças na aposentadoria. Até agora, 50 dos 64 deputados da bancada peemedebista já subscreveram um abaixo-assinado a favor desse enquadramento, que prevê punição para os desobedientes.
A bancada do PMDB do Ceará tem representantes em Brasília (Vitor Valim, Moses Rodrigues e Anibal Gomes). Dos três, Vitor tem sido enfático ao se opor às mudanças nas regras das aposentadorias e pensões. Durante a votação da reforma trabalhista, Vitor Valim votou contra a orientação do Palácio do Planalto e perdeu um cargo de confiança na direção estadual da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O deputado federal Moses Rodrigues oscilou de posições: em determinados momentos é a favor da reforma seguindo orientação da liderança do PMDB na Câmara Federal. Quando passa pelo Aeroporto Pinto Martins e diante de pressões, Moses se diz indeciso ou contra à reforma previdenciária. Sem meio termo, o deputado federal Anibal Gomes tem sido fiel ao Governo do presidente Michel Temer e é voto fechado para aprovação da reforma.

O líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), disse que vai entregar até quinta-feira o abaixo-assinado ao presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), também líder do governo no Senado. “É um pedido para o fechamento de questão”, afirmou Baleia. O termo é utilizado, no jargão político, quando um partido adota posição única sobre como cada parlamentar deve votar. Quem desrespeita a ordem corre o risco de punição.

A tendência é que a reunião da Executiva Nacional do PMDB feche questão a favor da reforma da Previdência na próxima semana. Articuladores políticos do governo tentam agora convencer os aliados indecisos ou mesmo contrários para que votem pelo menos a favor do texto principal da reforma, negociando destaques à proposta em outra etapa.

O Planalto espera que, com o PMDB puxando a fila, outros partidos fechem questão na Previdência. O problema é que muitas bancadas estão rachadas. Na prática, há deputados que temem não se reeleger, em 2018, se aprovarem a mexida nas aposentadorias.  “Nós não temos expectativa de discutir fechamento de questão antes do PMDB, que é o partido do governo e tem de dar o exemplo, nem antes da votação da reforma trabalhista no Senado”, disse o líder do DEM, Efraim Filho (PB).

As bancadas do PSDB, do PP e do PRB também estão divididas. Para piorar, o PSB fechou questão contra as reformas trabalhista e da Previdência. Quem desobedeceu a ordem na votação da lei trabalhista já está perdendo cargos na máquina do partido nos Estados.

Com informações do Jornal Correio Braziliense.

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