A Polícia Federal concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e decidiu recomendar a demissão do político da corporação por abandono de cargo. Eduardo é escrivão da instituição e está fora das funções, sem justificativa, desde que viajou aos Estados Unidos. A decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima.
Eduardo está em solo norte-americano desde o ano passado, alegando suposta perseguição política. No entanto, no período, ele atuou pela sanção por parte do governo do país a autoridades brasileiras, inclusive pela imposição de tarifas para diversos setores da economia. Na segunda-feira (20/7), o governo dos EUA concedeu o green card, para Eduardo. Com isso, ele tem autorização de residência no país.
O documento permite que ele possa viver na região, tendo validade inicial de 10 anos. No fim do ano passado, a Mesa-Diretora da Câmara também decretou cassação do mandato de Eduardo, em razão da quantidade de faltas sem justificativa.
Em junho deste ano, o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo. Os magistrados da Corte entenderam que ele agiu criminosamente para tentar coagir autoridades brasileiras e tentar impedir o andamento do processo contra o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado por tentativa de golpe de Estado.
O cargo de escrivão da Polícia Federal tem salário inicial de R$ 14 mil, com aumento na medida que ocorre progressão de carreira. Após assinatura do ministro da Justiça, a expulsão se torna definitiva.
