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A Operação KM Livre, deflagrada, nesta quinta-feira, pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU), apreendeu R$ 1.988.635,00 em espécie, no Bairro de Fátima, em Fortaleza, e prendeu o ex-deputado estadual e ex-deputado federal que comanda o esquema empresarial que participa de licitações para locação de veículos e motocicletas para prefeituras. A PF não revelou o nome do ex-deputado.


O alvo da operação é a Prefeitura de Fortaleza que, de acordo com a Polícia Federal, mantém com o mesmo grupo empresarial, locação de carros há 20 anos. As contratações vêm desde a gestão do então prefeito Juraci Magalhães, passaram pela administração Luizianne Lins e chegaram ao Governo do prefeito Roberto Cláudio (PDT) que, em 2019, realizou pregão para o aluguel de carros.


Concluído o cumprimento de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (19), o Coordenador da Operação KM Livre da PF, delegado Joelson Duarte de Holanda, o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado, Alan Robson Alexandrino, e o Diretor de Operações Especiais da CGU, Israel José Reis de Carvalho, realizaram entrevista coletiva para dar informações sobre os resultados das investigações do esquema de lavagem e desvio de dinheiro público na área de locação de carros e motos.

“por conta dos contratos, havia repasse de verbas públicas para as contas das empresas e identificamos que havia o saque em espécie. Essa empresa utilizava ‘laranjas’ para participarem de um mesmo certame, forjando uma concorrência fictícia. Uma delas vencia a licitação e era celebrado o contrato de locação de veículos”, explica o delegado Joelson

DINHEIRO APREENDIDO NO RJ

A PF e a CGU cumpriram 27 mandados de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza, Caucaia, Russas, Mossoró (RN) e Rio de Janeiro. Além da apreensão do dinheiro no Bairro de Fátima, em Fortaleza, houve apreensão de moeda estrangeira no Rio de Janeiro. Os documentos e moedas apreendidas estão sendo encaminhados para a sede da Polícia Federal em Fortaleza.


De acordo com a Polícia Federal, os mandados foram deferidos pela Justiça Federal decorrente de investigação em Inquérito Policial que apura fraudes na contratação de serviços de locação de veículos e motocicletas, com desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro, com atuação de grupo que é liderado por investigado que exerceu mandatos de deputado federal e deputado estadual no Estado do Ceará no período da investigação.

Segundo, ainda, a Polícia Federal, há fortes evidências de lavagem de dinheiro ilícito por meio da aquisição clandestina de corretoras valores e de sociedades em conta de participação do ramo de energia eólica, com a ajuda estratégica de operadores do mercado financeiro. Apura-se, esta fase da operação, a atuação de agentes públicos nos crimes investigados.

PRIMEIRA FASE


A Operação KM Livre desta quinta-feira é desdobramento de investigações iniciadas em 2016, ocasião em que houve a apreensão de mais de R$ 5,9 milhões em dinheiro na sede de uma das empresas investigadas, no bairro de Fátima, em Fortaleza.


Durante a ação de busca e apreensão, os policiais flagraram e apreenderam quase R$ 2 milhões em espécie na sede de uma das empresas investigadas, no bairro de Fátima, em Fortaleza. A empresa pertence, de acordo com a PF, a ex-deputado estadual e federal que “capitaneia” a organização criminosa.


A investigação policial identificou, a partir desses valores, documentos e dados apreendidos na primeira fase, a atuação da organização criminosa na criação de empresas com participação de “laranjas”, isto é, pessoas atuando em nome de terceiros investigados, reais gestores das empresas investigadas; atuação em fraudes em licitações; desvios de recursos públicos; lavagem de dinheiro com aquisição de imóveis, empresas e transações no mercado financeiro.


A organização criminosa investigada, comforme os delegados da Polícia Federal, atua há cerca de vinte anos e, desde então, tem obtido consecutivos e progressivos êxitos nas empreitadas criminosas objeto de investigação.


A organização criminosa atua há cerca de vinte anos e, desde então, tem obtido consecutivos e progressivos êxitos nas empreitadas criminosas, gerando lucros ilícitos. A Polícia Federal continua a investigação, com análise do material apreendido na Operação Km Livre – 2º fase, com o fim de detalhar a atuação de cada investigado na organização criminosa.

Veja vídeos e imagens

(*)Com informação da PF

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