A Polícia Civil do Ceará (PCCE) decidiu não indiciar João Munhoz Neto pelo crime de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio de Isabelle Caracristi, universitária de 22 anos encontrada morta após cair do 23º andar de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza.
De acordo com documentos da investigação, a decisão foi fundamentada na ausência de elementos individualizados suficientes para atribuir ao bacharel em Direito uma conduta específica relacionada à morte da jovem.
O relatório final do inquérito aponta que os investigadores analisaram aparelhos eletrônicos, confrontaram comunicações, realizaram perícias, ouviram pessoas e reconstruíram deslocamentos. Mesmo após o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil concluiu que não havia provas suficientes para justificar o indiciamento por induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
A investigação também identificou circunstâncias pessoais e financeiras relacionadas à vítima, algumas anteriores ao relacionamento com João Munhoz. Segundo os documentos, esses fatores foram considerados durante a apuração, juntamente com a dinâmica afetiva do casal.
Indiciamento por violência psicológica e fraude processual
Apesar de não ter sido indiciado pela morte de Isabelle, João Munhoz foi indiciado por violência psicológica e fraude processual, conforme já divulgado pela reportagem do Diário do Nordeste.
A análise técnica do aparelho celular do investigado identificou a exclusão de mensagens enviadas à universitária em diferentes datas: 4, 8, 12 e 13 de setembro, dia da morte da jovem.
A exclusão das mensagens passou a integrar os elementos analisados pela Polícia Civil no âmbito da investigação sobre possíveis irregularidades relacionadas ao caso.
O inquérito reuniu informações sobre o relacionamento, as comunicações entre o casal e outras circunstâncias consideradas relevantes para esclarecer os acontecimentos. A decisão de não indiciar João pelo crime relacionado ao suicídio não afasta os indiciamentos pelos outros dois crimes investigados.