Polícia prende dupla suspeita de desviar mais de R$ 1 milhão de banco no Ceará

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Uma mulher e um homem foram presos preventivamente pela Polícia Civil do Ceará suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro de uma instituição bancária que teria movimentado mais de R$ 1 milhão entre 2021 e 2026. As prisões ocorreram em Fortaleza e Caucaia, durante uma operação que investiga possíveis crimes de fraude bancária, falsidade ideológica, furto eletrônico e lavagem de capitais.

Segundo a investigação, a mulher é ex-funcionária do banco e teria utilizado conhecimentos e acessos obtidos durante o período em que trabalhou na instituição para realizar as operações. Conforme os elementos reunidos pelos investigadores, os valores desviados eram posteriormente direcionados para uma empresa ligada ao homem preso.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dois veículos, aparelhos celulares e R$ 18 mil em dinheiro. A Justiça também determinou o sequestro de um imóvel de luxo, o bloqueio de contas bancárias em valores de até R$ 1,3 milhão e restrições sobre veículos relacionados aos investigados.

Os dois suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), onde permanecem à disposição da Justiça.

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, o suposto esquema teria funcionado por aproximadamente cinco anos, entre 2021 e 2026. A mulher investigada, que já havia trabalhado na instituição financeira, teria utilizado os acessos e conhecimentos adquiridos durante sua atuação profissional para realizar as operações sob investigação.

A apuração também envolve suspeitas de falsa identidade, falsidade ideológica, furto eletrônico e lavagem de capitais. Nesse último caso, os investigadores apuram se houve tentativa de ocultar ou dissimular a origem dos recursos.

Documentos, aparelhos eletrônicos e movimentações financeiras apreendidos durante a investigação deverão ser analisados para reconstituir o caminho percorrido pelo dinheiro e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema.

Além das prisões preventivas, a Justiça autorizou medidas para preservar bens que possam estar relacionados aos crimes investigados. Entre elas estão o bloqueio de contas bancárias de até R$ 1,3 milhão, o sequestro judicial de um imóvel de luxo e restrições sobre veículos vinculados aos suspeitos.