Quatro pessoas foram resgatadas pela polícia no domingo (8) em uma casa abandonada no Bairro José de Alencar, em Fortaleza. As vítimas estavam mantidas reféns e submetidas a tortura, incluindo choques elétricos e mutilações. Dois suspeitos foram presos durante a operação.
Prisão dos suspeitos
Os policiais chegaram ao local após receberem informações de colegas de serviço de que indivíduos estariam em situação de grave ameaça na Rua Elizeu Oriá. Durante o cerco montado pelo Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), dois homens, de 20 e 37 anos, tentaram fugir, mas foram capturados em pontos distintos do bairro.
Os dois foram conduzidos ao 13º Distrito Policial, onde foram autuados por tentativa de homicídio, organização criminosa e crime previsto na Lei de Tortura. Segundo a polícia:
- Um dos suspeitos possui antecedentes por tráfico de drogas.
- O outro tem registros por homicídio, resistência, porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.
Resgate das vítimas
Durante a operação, os policiais ouviram gritos de socorro vindos de uma residência situada junto ao muro do terreno onde ocorria a ação. Ao entrar no imóvel, encontraram quatro pessoas: uma mulher trans, uma mulher cis e dois homens.
As vítimas estavam com as mãos amarradas e apresentavam diversos ferimentos pelo corpo. Segundo a polícia, elas foram submetidas a choques elétricos com fios descascados, e uma delas teve dentes e unhas arrancados.
O Samu foi acionado para socorrer as vítimas, que foram encaminhadas a unidades hospitalares. O estado de saúde delas não foi informado até o momento.
Investigação
De acordo com a Polícia Militar, as pessoas mantidas reféns teriam sido acusadas pelo grupo criminoso de terem presenciado um homicídio. Uma das linhas de investigação é de que os suspeitos acreditavam que as vítimas tivessem repasado informações a rivais.
Materiais apreendidos
No local, os policiais apreenderam:
- Armas e ferramentas utilizadas para tortura;
- Celulares;
- Uma bicicleta.
Todo o material foi apresentado na delegacia e está à disposição das autoridades para investigação.
