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Os policiais militares e bombeiros militares que participarem de greve ou manifestações de paralisação de atividades poderão sofrer sanções e até mesmo serem presos. A decisão é da desembargadora Francisca Adelineide Viana, do Tribunal de Justiça do Ceará.

O jornalista Beto Almeida, no Bate Papo Político, no Jornal Alerta Geral, edição desta segunda-feira (17), destacou que o governo estadual cumpriu o que foi acordado com os policiais. Beto lembrou, ainda, que as lideranças das associações que representam os militares acabaram por ser desautorizadas após as legitimarem nas negociações e depois manifestarem descontentamento com o reajuste salarial.

“Lembrando uma coisa, o Governo do estado também já disse, com firmeza, que as negociações já foram encerradas. O governo está agora errado? Não, o governo abriu as portas para a negociação, conversou com os representantes da categoria e dessa vez os policiais erraram feio. E erraram porque eles simplesmente desautorizaram suas lideranças. Deixaram essas lideranças, literalmente com um pincelzinho na mão”, afirma Beto.

Luzenor pondera sobre a afirmativa de Beto e afirma que pode ser mais preciso dizer que alguns setores da polícia militar ou do corpo de bombeiros ainda manifestam insatisfação com a mensagem do Governo do Estado que tramita na Assembleia Legislativa.

“Logicamente, em um movimento onde uma corporação representada por mais de 20 mil militares é óbvio que nem todos estão querendo ir para as ruas, se insubordinar, fazer levante, fazer protesto, claro que não. Tem bom sendo dentro da corporação, dentro daqueles que fazem a corporação”, esclarece Beto Almeida.

A magistrada, que derrubou uma liminar, por ela mesma concedida, que impedia a prisão dos policiais envolvidos em manifestações grevistas, justifica a decisão ao definir como essencial a atuação das forças de segurança diante da proximidade do Carnaval e da necessidade de garantir a ‘paz social’.

O Tribunal de Justiça deve julgar, nesta segunda-feira, o mérito da questão: se os policiais podem ou não sofrer sanções ao se envolverem com movimentos grevistas. Policiais militares chegaram, no início do mês, a realizar manifestação na Assembleia Legislativa cobrando melhoria salarial.

O governador Camilo Santana decidiu criar uma comissão – com a participação de representantes do governo do estado, associações dos policiais militares e bombeiros representantes da Assembleia Legislativa e Ministério Público, para aprofundar estudos sobre a reestruturação salarial da corporação. Foram necessárias apenas duas reuniões para o governo e os policiais entrarem em entendimento.

A mensagem do Poder Executivo, com os reajustes dos salários, definida com base no acordo endossado pelas entidades que representam os policiais e militares do copo de bombeiros, será lida na sessão dessa terça-feira e votada nesta semana na Assembleia Legislativa.

Mesmo após aprovarem o reajuste de salários, no acordo feito com o governo, algumas lideranças dos policiais se disseram contrárias a proposta do governo, como relata o repórter Sátiro Sales.

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