As lideranças do PL sofreram um revés nas articulações para ampliar a aliança em torno da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), decidiu adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial, frustrando a expectativa do partido de conquistar o apoio formal do bloco.
A decisão foi tomada a apenas três dias da convenção nacional do PL, marcada para o próximo sábado (25), após reuniões promovidas pelos diretórios estaduais da federação. Com isso, cada diretório estadual terá liberdade para definir qual candidato apoiará nas eleições de 2026.
Na prática, a medida abre espaço para cenários distintos nos estados. Em São Paulo, por exemplo, a direção estadual da federação já anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro durante evento realizado na última segunda-feira (20). Em outras unidades da Federação, porém, os partidos poderão seguir caminhos diferentes.
Na terça-feira (21), senadores do PP se reuniram, em Brasília, com o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), para consolidar o entendimento sobre a neutralidade. A expectativa é de que a posição seja oficializada nos próximos dias pela direção nacional da União Progressista.
A decisão representa mais um obstáculo para a estratégia do PL de construir uma ampla coligação de centro-direita antes do início oficial da campanha eleitoral e aumenta a pressão sobre a direção nacional do partido para buscar novos aliados, especialmente junto ao Republicanos, nas negociações que seguem até o prazo final para a formação das chapas.
