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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a dar declarações para atrair aliados na corrida ao Palácio do Planalto. Pré-candidato à Presidência da República, Maia disse, nessa terça-feira, 13, em Salvador, ao lado do prefeito da capital baiana, ACM Neto (DEM), e do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que seu partido provavelmente terá candidato próprio na eleição presidencial e apostou que o nome indicado terá “muita chance” de vencer o pleito.

“A decisão do DEM vai se dar entre março e junho, e o nome colocado, se acreditar nessa tese, tem muita chance de vitórias”, disse Maia, que lembrou que o partido vem tentando emplacar uma candidatura própria há bastante tempo e que a eleição de 2018 está “aberta”. Maia tenta se viabilizar candidato, tem conversado com liderança de diferentes siglas e costura alianças para colocar o DEM com um candidato de centro ao Palácio do Planalto.

Se o DEM lançar candidato à Presidência da República, o partido poderá ter um novo rumo no Ceará. Isso porque o comando nacional da sigla cobrará à direção regional o lançamento de um nome que dê sustentação à candidatura presidencial de Rodrigo Maia ou de outro postulante a ser apresentado pelo DEM. Hoje, no Ceará, o DEM integra a base de apoio do Governador Camilo Santana (PT) e do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).

O empresário e presidente regional do DEM, Chiquinho Feitosa, trabalha para o partido ampliar o número de deputados estaduais e federais. Dentro dessa articulação, atraiu a filiação do deputado federal Danilo Forte, que estava no PSB, e do advogado Caio Asfor. Caio descartou a hipótese de candidatura à Câmara dos Deputados, mas tem o nome citado atualmente como opção ao Governo do Estado em uma aliança que pode envolver o PSDB, o PSD e o PR.

O surgimento do nome de Caio Asfor é reflexo da renovação política entendida, pelo comando nacional do DEM, como exigência da sociedade. O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, na entrevista em Salvador, declarou que os políticos, para serem eleitos, precisarão entender que a sociedade está em transformação. Maia citou, por exemplo, como exemplo de mudança e cobrança, o auxílio-moradia pago a servidores dos três poderes mesmo que tenham residência na cidade em que trabalhem.

“Muitas vezes, a gente que está na política não enxerga que as coisas estão avançando muito rápido, e a sociedade cada vez exige mais de todos nós respostas a questões que no passado eram tranquilas e que hoje. O auxílio-moradia é uma questão”, disse Maia, manifestando-se favorável ao benefício apenas aos servidores que trabalhem longe de suas cidades de origem. Maia ainda acrescentou: “Diferente da revolução industrial, em que as coisas levavam 100 anos, hoje em dois minutos qualquer setor, qualquer questão no mundo pode mudar muito rápido. E a política também. Se a gente não compreender essa transformação, a gente vai ficar para trás e a sociedade vai escolher outros”, completou.