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Os 22 professores que ocupam o sétimo andar da Secretaria de Educação do Município de Fortaleza foram impedidos de receber o almoço providenciado pelo Sindiute. Os Guardas Municipais impediram a entrega o que revoltou os servidores que ocupam a Avenida Pontes Vieira. Eles chegaram a fechar também o tráfego na Avenida Desembargador Moreira.

Com a tensão aumentando, a secretária de Educação, Dalila Saldanha, resolveu liberar a subida da alimentação. Segundo a diretora do Sindiute, Gardênia Bayma, somente após a obstrução das vias é que foi liberada a entrega das “quentinhas”, aos manifestantes. “Foi um momento de tensão. Haviam muitos guardas armados nos intimidando, mas não baixamos a cabeça”.

“Ontem queimamos o ‘Judas’ do Roberto Cláudio e temos, ainda, o do Temer e dos sete deputados federais que votaram a favor do projeto da terceirização. Ocupamos porque não temos negociação com a prefeitura. O que nos disseram é que só conversariam conosco, a partir da segunda quinzena de maio, só que nossa data base foi em janeiro e já estamos com um atraso de três meses da negociação. O MEC já publicou o valor do nosso reajuste que foi de 7,64%”.

Gardênia observa que a Prefeitura baixou um decreto que retira direitos, como de professores adoecidos que estão voltando para a sala de aula ou estão sendo obrigados a se aposentarem por invalidez com um salário muito rebaixado. “Congelou as pecúnias, como dissídios de greve. Está descumprindo a decisão judicial da última greve homologada pelo tribunal. Na verdade, é uma prefeitura fora da lei, e nós resolvemos parar para resistir”, finalizou.