Neste domingo (7), o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a mobilização no Congresso para perdoar crimes de condenados e acusados de tentar dar um golpe de Estado no Brasil pode abrir precedentes “gravíssimos”.
“Anistia é apoio a assassinos e apoio a quem não respeita o resultado das urnas”, disse Edinho ao participar do ato da esquerda na Praça da República, no centro de São Paulo. “Vamos criar precedentes que toda vez que alguém perder as eleições vai se sentir no direito de organizar um ato e matar o vencedor”.
Além de Edinho, participaram do ato da esquerda os ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, do Trabalho, Luiz Marinho, os deputados federais Guilherme Boulos (Psol-SP) e Ivan Valente (Psol-SP) e o ex-ministro e ex-deputado José Dirceu.
“O ato mostra que a sociedade organizada não quer anistia. Não podemos normalizar o que não é normal. Não podemos banalizar aquilo que é grave. Nós tivemos uma organização que tentou um golpe no dia 8 de janeiro de 2023. O pior, uma organização que pressupunha o assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes”, disse o presidente do PT.
As investigações da Polícia Federal mostram que um grupo de militares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro tinha um plano de assassinar o presidente, o vice e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Bolsonaro será julgado até sexta-feira (12) sob a acusação de tentar um golpe de Estado depois de perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Edinho também criticou as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre produtos brasileiros. Esse foi um dos motes do ato deste domingo.
Trump impôs a sobretaxa dizendo que o Brasil promove uma “caça às bruxas” contra o aliado Bolsonaro. O norte-americano pediu que o julgamento do ex-presidente brasileiro fosse interrompido “imediatamente”. O presidente do PT chamou a medida de “autoritária”.
Além do ato em São Paulo, foram programadas mais 32 manifestações em 23 Estados. Entre as capitais, Maceió, Macapá, Fortaleza, Brasília, Vitória, Goiânia, Belo Horizonte, Campo Grande, Belém, Recife, Curitiba, Rio de Janeiro, Natal, Boa Vista, Florianópolis e Aracaju tinham atos previstos.
