Pressão alta atinge quase um terço dos brasileiros, especialmente mulheres

Foto: Reprodução/SESA/ Governo do Paraná

A pressão alta atinge uma parcela significativa da população brasileira e segue como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Estimativas da pesquisa Vigitel 2023 indicam que cerca de 30% dos adultos no país convivem com o problema, com maior prevalência entre mulheres (29,3%) do que entre homens (26,4%) nas capitais brasileiras .

Apesar da alta frequência, o diagnóstico ainda falha em muitos casos. Isso porque a condição costuma evoluir sem sintomas evidentes.

Do ponto de vista clínico, a hipertensão é definida por níveis sustentados de pressão arterial iguais ou superiores a 140 por 90 mmHg, conforme parâmetros amplamente adotados na prática médica . O quadro está associado ao aumento da resistência dos vasos sanguíneos, que se tornam mais rígidos ao longo do tempo,  um processo que sobrecarrega o sistema cardiovascular.

Esse mecanismo ajuda a explicar por que a doença está diretamente relacionada a eventos como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Dados do Ministério da Saúde apontam que a hipertensão figura entre os principais determinantes de mortalidade no país, contribuindo de forma significativa para complicações cardiovasculares, um impacto que poderia ser reduzido com diagnóstico e controle adequados.

FATORES DE RISCO

Além da predisposição genética, o estilo de vida tem papel central no desenvolvimento da doença. Entre os principais fatores de risco estão:

  • excesso de peso
  • consumo elevado de sal
  • baixa prática de atividade física
  • ingestão frequente de álcool
  • estresse crônico
  • apneia do sono

No Brasil, o avanço da obesidade agrava esse cenário. Estimativas recentes indicam que mais da metade da população adulta apresenta excesso de peso, condição diretamente associada ao aumento da pressão arterial.

Embora algumas manifestações possam surgir, como dor de cabeça, tontura, falta de ar ou alterações visuais, esses sinais não são específicos e costumam aparecer em fases mais avançadas da doença.

CONTROLE

Embora não tenha cura, a hipertensão pode ser controlada com uma combinação de mudanças no estilo de vida e tratamento medicamentoso. 

Entre as principais estratégias estão:

  • reduzir o consumo de sódio
  • priorizar alimentos naturais e minimizar ultraprocessados
  • manter rotina de atividade física
  • controlar o peso corporal
  • evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool