Primeiro suplente de senador, Chagas Vieira entra na campanha de Lula e chama de “golpe contra o trabalhador” proposta de Flávio sobre jornada

O primeiro suplente ao Senado eleito na chapa de Luizianne Lins, Chagas Vieira (PDT), estreou na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com duras críticas ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, por sua posição contrária à proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Chagas afirma que a manifestação de Flávio contra a proposta representa também uma tentativa de pressionar senadores aliados a rejeitarem a PEC em discussão no Congresso.

“O Bolsonaro acaba de declarar para toda a imprensa que é contra o fim da escala 6×1. Ele é contra a redução da carga de trabalho, da carga horária do trabalhador brasileiro”, afirma Chagas.

O suplente de senador sustenta que a mudança permitiria ao trabalhador ampliar o tempo de descanso e convivência com a família e acusa Flávio de atuar em defesa dos interesses dos grandes empresários.

“Agora, na oportunidade que tem o Congresso Nacional de fazer a redução dessa carga horária para que o trabalhador brasileiro tenha um dia a mais de descanso com a sua família, ele é contra e claramente está dizendo isso para pressionar os parlamentares, principalmente os parlamentares ligados a ele, em defesa dos grandes empresários, para que votem contra. Esse é o Flávio Bolsonaro”, declarou.

Chagas contrapõe a posição do candidato do PL à defendida pelo presidente Lula, cuja campanha passou a tratar a redução da jornada como uma das bandeiras do segundo turno.

“Enquanto o presidente Lula está na luta para que haja a redução dessa carga horária, para que o trabalhador possa ter um dia a mais de descanso com a sua família, Flávio Bolsonaro está articulando, antes nos bastidores e agora publicamente”, disse.

No vídeo, Chagas também critica a proposta defendida por Flávio de ampliar a liberdade para negociação da jornada diretamente entre trabalhadores e empregadores. Para ele, a diferença de poder na relação trabalhista poderia deixar o empregado em desvantagem.

“Agora imagina comigo um trabalhador chegando para o patrão e dizendo: ‘Patrão, eu acho que a minha carga horária deve ser cinco horas’. Aí o patrão chega e diz: ‘Tudo bem, pois eu vou te pagar por hora, vou te pagar R$ 10, R$ 15 a hora’. É isso que o Flávio Bolsonaro quer”, afirmou.

Ao final, Chagas Vieira endureceu ainda mais o discurso e classificou a proposta do candidato do PL como prejudicial aos trabalhadores. “Uma vergonha. Na verdade, um golpe que ele quer aplicar no trabalhador brasileiro”, concluiu.