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Os trabalhadores cearenses que perderam o emprego entre 20 de março e 31 de julho não terão parcelas extras do seguro-desemprego. Isso porque o governo se juntou às entidades e derrotou a proposta em uma reunião nessa quarta-feira.

Apesar da bancada dos trabalhadores no colegiado ter votado a favor do pagamento de duas parcelas extras do benefício aos demitidos durante a pandemia de covid-19, a proposta não contou com os votos dos empregadores e do governo. Para ser aceita, a medida precisava de dez votos a favor, mas teve apenas seis.

Se a medida fosse aprovada, cerca de 2,7 milhões de trabalhadores que estariam desempregados poderiam ser beneficiados.

Em nota, o Ministério da Economia afirmou que o pedido das centrais representaria um custo extra de mais de R$ 7 bilhões. Segundo o governo, das pessoas demitidas nesse período, pouco mais 6%, cerca de 140 mil pessoas, não foram cobertas pelo seguro-desemprego. 

SOBRE A REUNIÃO

Nesta quarta-feira, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) rejeitou o projeto que previa parcela extra do seguro-desemprego para trabalhadores demitidos durante a pandemia. A proposta beneficiaria mais de dois milhões de pessoas e custaria mais de sete bilhões aos cofres públicos. Para ser aceita, a medida precisava de dez votos a favor, mas teve apenas seis.

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho disse que a “reivindicação apresentou problemas jurídicos incontornáveis”. “A Lei nº 7998 prevê apenas a possibilidade de extensão do seguro-desemprego para grupo determinado de trabalhadores, delimitados de forma geográfica ou por categoria profissional”, afirmou a nota.

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