O comando nacional do PSDB traçou uma estratégia para testar, dentro de dois meses, a viabilidade de Ciro Gomes na corrida ao Palácio do Planalto: emplacar o nome do ex-ministro nas pesquisas até o fim de junho e medir seu potencial na disputa que se caracteriza pelo acirramento e pela polarização entre PT e PL.
Os tucanos demonstram otimismo: caso Ciro alcance dois dígitos nas intenções de voto — patamar hoje registrado apenas por nomes como o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) —, a pressão para que ele aceite disputar a Presidência da República deve aumentar significativamente.
DOIS DÍGITOS
Ciro alcançou dois dígitos em três eleições: em 1998 (10,96%), 2002 (11,97%) e 2018 (12,47%). Em 2022, teve o pior deeempenho de suas trajetória nas disputas presidenciais: 3,04%.
Embora mergulhado nas articulações políticas no Ceará, Ciro, após uma conversa com o presidente do PSDB, Aécio Neves, e com o ex-senador Tasso Jereissati, encontrou a porta aberta para voltar a concorrer ao Palácio do Planalto.
No primeiro contato com aliados no Ceará, nesta quinta-feira (15), após ouvir o convite para concorrer a sucessão do presidente Lula, Ciro afirmou que está refletindo sobre o futuro político. Ao mesmo tempo em que tratou dos planos para o Estado, onde é pré-candidato ao Governo, deixou aberta a possibilidade de uma candidatura nacional ao admitir que “não tira o Brasil da cabeça”.
