PT e União Brasil travam disputa acirrada na Bahia, 4º maior colégio eleitoral do país

A Bahia, quarto maior colégio eleitoral do Brasil e principal reduto petista no Nordeste, se transforma em um dos palcos mais polarizados da disputa política de 2026. Após 18 anos no comando do governo estadual, o PT enfrenta a força do União Brasil, representado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, em um cenário de equilíbrio técnico com o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Pesquisa Real Time Big Data, realizada nos dias 18 e 19 de setembro de 2025, mostra os dois líderes em situação de empate nas simulações para o governo baiano. No principal cenário testado, ACM Neto tem 40% das intenções de voto, enquanto Jerônimo aparece com 36%. João Roma (PL) soma 5%, e José Carlos Aleluia (Novo), 2%. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Em uma segunda hipótese, com o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) no lugar de Jerônimo, a disputa volta a empatar: 42% para cada lado. Quando o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), entra na corrida, Jerônimo Rodrigues assume a liderança com 38%, seguido de ACM Neto com 34%.

O atual governador, porém, lidera também o índice de rejeição: 48% dos eleitores dizem que não votariam nele de forma alguma. ACM Neto aparece com 41%, Bruno Reis com 32% e Kleber Rosa (PSOL) com 38%.

No poder desde 2007, o PT tenta renovar seu domínio político na Bahia — um ciclo que, caso se mantenha em 2026, completará 28 anos consecutivos de gestão. A eleição baiana se desenha, assim, como um embate direto entre o projeto petista de continuidade e a ofensiva do União Brasil para retomar o comando de um dos estados mais estratégicos do país.