O PT reagiu nesta quarta-feira (17) às declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), em defesa do Bolsa Família. Em publicação nas redes sociais, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o representante do bolsonarismo, diante da queda nas pesquisas eleitorais, estaria mudando o discurso e passando a defender um programa que historicamente foi alvo de críticas da direita.
A legenda divulgou um vídeo resgatando declarações antigas de Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com críticas ao Bolsa Família. A peça termina com a mensagem: “Eles podem até fingir, mas o povo conhece a verdade”, em referência à mudança de posicionamento do senador às vésperas da campanha eleitoral.
A reação petista ocorreu após Flávio afirmar, na última segunda-feira, que o Bolsa Família é um “direito adquirido” da população mais vulnerável e representa uma garantia de estabilidade para famílias que já enfrentaram a fome.
O senador também defendeu a ampliação da chamada regra de proteção do programa. A proposta seria permitir que beneficiários continuem recebendo o auxílio por mais tempo mesmo após conseguirem emprego formal ou abrirem um pequeno negócio.
“Muita gente tem preconceito com quem recebe Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. Isso é um erro. Quase 70% dos beneficiários trabalham na informalidade e têm receio de perder o benefício ao entrar no mercado formal”, afirmou Flávio.
Atualmente, as regras do programa permitem que famílias continuem recebendo 50% do benefício por até dois anos após a formalização do emprego, desde que a renda per capita não ultrapasse meio salário mínimo.
Queda nas pesquisas
A ofensiva do PT ocorre em meio à divulgação de pesquisas eleitorais que apontam perda de espaço de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.
Segundo levantamento Genial/Quaest, divulgado na última semana, Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, mantendo estabilidade em relação ao mês anterior. Já Flávio Bolsonaro caiu de 33% para 29%.
No cenário de segundo turno, Lula também lidera, com 44% das intenções de voto, contra 38% do senador.
A pesquisa indica que Flávio perdeu apoio principalmente entre mulheres, jovens, evangélicos e eleitores da região Sudeste, segmentos considerados estratégicos para a disputa presidencial de 2026.
